UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Jovem de 19 anos apresenta queixa de aumento do volume testicular há cerca de um mês. O exame da região genital revela massa palpável em topografia de testículo direito, indolor. Nesse caso, considerando o diagnóstico mais provável, o marcador tumoral que teria a capacidade de diferenciar entre os dois principais tipos histológicos é:
Massa testicular indolor em jovem → Câncer de testículo. Alfafetoproteína diferencia seminoma (negativa) de não-seminoma (positiva).
Tumores de células germinativas são os mais comuns no testículo, especialmente em homens jovens. A alfafetoproteína (AFP) é um marcador crucial, pois está elevada em tumores não-seminomatosos, mas geralmente negativa em seminomas puros, auxiliando na diferenciação dos principais tipos histológicos.
O câncer de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, geralmente entre 15 e 35 anos. A apresentação típica é uma massa testicular indolor, o que exige alta suspeição clínica. O diagnóstico precoce é fundamental, pois é um câncer altamente curável, mesmo em estágios avançados. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de células germinativas. Após a suspeita clínica, a ultrassonografia testicular é o exame de imagem de escolha. A dosagem de marcadores tumorais séricos (alfafetoproteína, gonadotrofina coriônica humana e desidrogenase lática) é essencial para o diagnóstico, estadiamento e acompanhamento. A alfafetoproteína (AFP) é particularmente importante, pois sua elevação é indicativa de um componente não-seminomatoso, enquanto seminomas puros não a produzem. A hCG pode estar elevada em ambos os tipos, e a DHL reflete a carga tumoral. O tratamento inicial geralmente envolve orquiectomia radical inguinal, seguida de estadiamento e, se necessário, quimioterapia ou radioterapia, dependendo do tipo histológico e estágio da doença.
Os dois principais tipos são os seminomas (cerca de 50% dos casos) e os tumores de células germinativas não-seminomatosos (TCGNS), que incluem carcinoma embrionário, teratoma, tumor do saco vitelino e coriocarcinoma.
A alfafetoproteína (AFP) é um marcador tumoral que está elevada em muitos TCGNS, especialmente tumores do saco vitelino e carcinoma embrionário. É crucial porque seminomas puros não produzem AFP, tornando-a útil para diferenciar seminomas de não-seminomas.
Além da AFP, a gonadotrofina coriônica humana (hCG) pode estar elevada em seminomas e TCGNS, e a desidrogenase lática (DHL) pode estar aumentada em ambos os tipos, correlacionando-se com a carga tumoral.
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