CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
Paciente de 32 anos procura o urologista devido a aumento de volume do testículo direito notado há 3 meses. Relata aumento progressivo, indolor, não associado a sintomas urinários. Nega trauma local. Nega corrimentos uretrais. Ao exame físico: testículo direito aumentado de tamanho quando comparado ao contralateral, endurecido. Realizou exame de imagem que evidenciou nódulo sólido, hipervascularizado de 2,3 centímetros. É recomendado para este caso:
Suspeita de tumor testicular: DHL, AFP, beta-HCG + TC tórax/abdome/pelve para estadiamento.
Em um homem jovem com massa testicular indolor e endurecida, a suspeita de tumor testicular é alta. A investigação inicial deve incluir marcadores tumorais séricos (DHL, alfa-feto proteína e beta-HCG) e exames de imagem para estadiamento, sendo a tomografia de tórax, abdome e pelve o padrão ouro para detectar metástases e guiar o tratamento subsequente.
O câncer de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, com pico de incidência entre 15 e 35 anos. Sua apresentação clássica é uma massa testicular indolor e endurecida, que pode ser acompanhada de sensação de peso ou desconforto. O diagnóstico precoce é fundamental, pois é um câncer altamente curável, mesmo em estágios avançados. A investigação inclui ultrassonografia escrotal e a dosagem de marcadores tumorais séricos. O estadiamento preciso, geralmente realizado com tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, é crucial para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. A orquiectomia radical inguinal é o pilar do tratamento inicial, seguida de vigilância, quimioterapia ou radioterapia, dependendo do tipo histológico e do estágio da doença.
Os principais marcadores são a alfa-feto proteína (AFP), a gonadotrofina coriônica humana beta (beta-HCG) e a desidrogenase láctica (DHL). Eles são cruciais para o diagnóstico, estadiamento, prognóstico e acompanhamento da resposta ao tratamento, além de auxiliar na diferenciação entre seminomas e tumores não seminomatosos.
A tomografia de tórax, abdome e pelve é essencial para identificar a presença de metástases, especialmente em linfonodos retroperitoneais (o local mais comum de disseminação) e pulmonares, que são cruciais para definir o estágio da doença e planejar a terapia adequada.
A conduta inicial inclui ultrassonografia escrotal com Doppler para confirmar a natureza sólida da lesão, dosagem dos marcadores tumorais séricos (AFP, beta-HCG, DHL) e, se a suspeita for alta, orquiectomia radical inguinal para diagnóstico histopatológico e tratamento.
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