UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Em relação ao câncer de testículo, assinale ( V ) para verdadeiro e ( F ) para falso nas afirmações abaixo. ( ) A grande maioria dos tumores testiculares representa tumores de células germinativas. ( ) Geralmente, os pacientes apresentam quadro de massa dolorosa e com sinais inflamatórios. ( ) Qualquer massa intratesticular sólida deve, provavelmente, representar um tumor de células germinativas malignas e será tratada como tal, se não houver forte suspeita do contrário. ( ) Devem ser solicitados beta-hCG, Alfa-fetoproteína e LDH. De acordo com a característica de cada afirmação, assinale a alternativa correta:
Câncer de testículo = massa testicular sólida, geralmente indolor. Marcadores: beta-hCG, AFP, LDH.
A maioria dos tumores testiculares é de células germinativas e se apresenta como massa indolor. Qualquer massa sólida intratesticular deve ser considerada maligna até prova em contrário, e os marcadores tumorais (beta-hCG, AFP, LDH) são essenciais para diagnóstico e acompanhamento.
O câncer de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, geralmente entre 15 e 35 anos. A grande maioria, cerca de 90-95%, são tumores de células germinativas. O reconhecimento precoce é fundamental para um bom prognóstico, que é excelente quando a doença é diagnosticada em estágios iniciais. A apresentação clínica mais comum é uma massa ou nódulo testicular indolor, o que pode atrasar a procura médica. Dor ou sinais inflamatórios são menos frequentes e podem levar a confusão com condições benignas como epididimite ou orquite. Dada a alta probabilidade de malignidade, qualquer massa intratesticular sólida deve ser tratada como um tumor de células germinativas malignas até que se prove o contrário, geralmente com orquiectomia radical. O diagnóstico e o estadiamento são auxiliados por marcadores tumorais séricos: beta-hCG, alfa-fetoproteína (AFP) e desidrogenase láctica (LDH). Esses marcadores são cruciais não apenas para o diagnóstico inicial, mas também para o monitoramento da resposta ao tratamento e a detecção de recidivas. A ultrassonografia testicular é o exame de imagem de escolha para avaliar a massa e sua natureza. Residentes devem estar cientes da importância da autoexame testicular e da rápida investigação de qualquer alteração.
A apresentação mais comum é uma massa ou nódulo testicular indolor, que pode ser percebido pelo próprio paciente. Dor ou sinais inflamatórios são menos frequentes e podem levar a diagnósticos errôneos.
Os principais marcadores são a fração beta da gonadotrofina coriônica humana (beta-hCG), a alfa-fetoproteína (AFP) e a desidrogenase láctica (LDH). Eles são úteis no diagnóstico, estadiamento e monitoramento da resposta ao tratamento.
Qualquer massa intratesticular sólida deve ser considerada maligna até prova em contrário, com alta suspeição para tumor de células germinativas. A investigação inicial inclui ultrassonografia e a conduta definitiva geralmente é a orquiectomia radical.
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