SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Nos casos de câncer de testículo, a queixa mais comum é referente à presença de uma massa testicular indolor cujo tratamento inicial consiste em realizar:
Massa testicular indolor + suspeita câncer → Orquiectomia inguinal radical (diagnóstico e tratamento).
A orquiectomia inguinal radical é o tratamento inicial padrão para o câncer de testículo, pois permite a remoção completa do tumor e a análise histopatológica para estadiamento e planejamento terapêutico. A biópsia escrotal é contraindicada devido ao risco de disseminação tumoral.
O câncer de testículo é o tumor sólido mais comum em homens jovens, geralmente entre 15 e 35 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade. A apresentação clínica mais frequente é uma massa testicular indolor, que pode ser percebida pelo próprio paciente durante o autoexame ou por um parceiro. Qualquer massa testicular deve ser investigada com ultrassonografia escrotal e dosagem de marcadores tumorais séricos (alfafetoproteína, beta-HCG e DHL). Uma vez estabelecida a alta suspeita de câncer de testículo, o tratamento inicial e diagnóstico definitivo é a orquiectomia inguinal radical. Este procedimento consiste na remoção cirúrgica do testículo afetado e do cordão espermático através de uma incisão inguinal. A abordagem inguinal é crucial para evitar a violação das camadas escrotais, que poderia levar à disseminação de células tumorais para o escroto e para os linfonodos inguinais, alterando o estadiamento da doença e o prognóstico. É fundamental para o residente compreender que a biópsia escrotal está contraindicada na suspeita de câncer de testículo devido ao risco de disseminação. A orquiectomia inguinal radical não é apenas terapêutica, mas também diagnóstica, pois o material removido é enviado para análise histopatológica para determinar o tipo histológico do tumor (seminoma ou não seminoma) e o estadiamento, que guiarão as etapas subsequentes do tratamento, como quimioterapia ou radioterapia, se necessárias.
A queixa mais comum é a presença de uma massa ou nódulo indolor no testículo. Outros sintomas podem incluir sensação de peso no escroto, dor testicular leve ou inchaço, mas a dor é menos frequente como sintoma inicial.
A orquiectomia inguinal radical é o tratamento inicial porque permite a remoção completa do testículo afetado e do cordão espermático, minimizando o risco de disseminação tumoral. O acesso inguinal evita a contaminação do escroto e dos linfonodos inguinais.
A biópsia escrotal é contraindicada devido ao alto risco de disseminação de células tumorais para o escroto e para os linfonodos inguinais. Isso pode alterar o estadiamento da doença, exigindo tratamentos mais agressivos e piorando o prognóstico.
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