UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Homem de 25 anos de idade apresenta massa testicular esquerda sólida com hipótese inicial de câncer testicular.Qual é o primeiro local de metástases deste tumor?Quais são os marcadores sanguíneos utilizados para o diagnóstico e estadiamento do câncer testicular?
Câncer testicular → 1ª metástase: linfonodos retroperitoneais; Marcadores: AFP, HCG, DHL.
O câncer testicular, embora raro, é o tumor sólido mais comum em homens jovens. Sua primeira via de disseminação metastática é linfática, atingindo os linfonodos retroperitoneais. Os marcadores tumorais séricos essenciais para diagnóstico, estadiamento e acompanhamento são alfafetoproteína (AFP), gonadotrofina coriônica humana beta (beta-HCG) e desidrogenase láctica (DHL).
O câncer testicular é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, geralmente entre 15 e 35 anos. Embora seja relativamente raro, sua alta taxa de cura, mesmo em estágios avançados, ressalta a importância do diagnóstico precoce e do manejo adequado. A apresentação clínica mais comum é uma massa testicular indolor. A disseminação do câncer testicular ocorre principalmente por via linfática, sendo os linfonodos retroperitoneais o primeiro local de metástase. A avaliação desses linfonodos é crucial para o estadiamento da doença. A disseminação hematogênica é menos comum inicialmente, mas pode ocorrer para pulmões, fígado e cérebro em estágios mais avançados. Os marcadores tumorais sanguíneos são ferramentas indispensáveis no manejo do câncer testicular. A alfafetoproteína (AFP), a gonadotrofina coriônica humana beta (beta-HCG) e a desidrogenase láctica (DHL) são dosados antes da orquiectomia e monitorados após o tratamento. Eles auxiliam no diagnóstico, na diferenciação entre seminomas e não seminomas, no estadiamento, na avaliação da resposta terapêutica e na detecção precoce de recidivas.
Os linfonodos retroperitoneais são o primeiro sítio de drenagem linfática dos testículos e, consequentemente, o local mais comum para as primeiras metástases do câncer testicular, sendo fundamental sua avaliação no estadiamento.
São utilizados para auxiliar no diagnóstico diferencial de massas testiculares, no estadiamento da doença, na avaliação da resposta ao tratamento e no monitoramento de recidivas após a orquiectomia.
Os principais tipos são seminomas e não seminomas. Seminomas podem elevar HCG e DHL, mas raramente AFP. Não seminomas (carcinoma embrionário, teratoma, coriocarcinoma, tumor do saco vitelino) frequentemente elevam AFP e/HCG, e DHL pode estar elevado em ambos.
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