Câncer Retal: Diagnóstico e Estadiamento Completo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021

Enunciado

Um paciente de setenta anos de idade, hipertenso e diabético compensado, com queixa de sangramento anal, procurou atendimento ambulatorial. Ao exame proctológico, foram observadas doença hemorroidária interna grau III. e lesão endurecida, friável, não aderida aos planos profundos, ocupando metade da circunferência do reto e localizada a 4 cm da borda anal.Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta no momento.

Alternativas

  1. A) solicitar colonoscopia, ressonância magnética de pelve, tomografia de tórax e abdome e antígeno carcinoembrionário (CEA)
  2. B) solicitar colonoscopia, tomografia de tórax, abdome e pelve e CEA
  3. C) solicitar colonoscopia, tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET-CT) e CEA
  4. D) realizar hemorroidectomia e biópsia da lesão
  5. E) solicitar retossigmoidoscopia, radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e CEA

Pérola Clínica

Lesão retal suspeita em idoso com sangramento → biópsia + estadiamento completo (colonoscopia, RM pelve, TC tórax/abdome, CEA).

Resumo-Chave

Diante de uma lesão retal suspeita de malignidade, a prioridade é a biópsia para confirmação histopatológica e o estadiamento completo para definir a extensão da doença. A colonoscopia avalia o cólon proximal, a RM de pelve detalha a invasão local e linfonodos regionais, e a TC de tórax/abdome busca metástases à distância, enquanto o CEA é um marcador tumoral.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns, e o câncer de reto representa uma parcela significativa. A apresentação com sangramento anal em pacientes idosos, mesmo na presença de doença hemorroidária, sempre exige investigação para excluir malignidade. A lesão descrita no enunciado, endurecida, friável e ocupando metade da circunferência do reto, é altamente sugestiva de neoplasia. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia da lesão. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento é crucial para determinar a extensão da doença e guiar o tratamento. A colonoscopia é necessária para excluir lesões sincrônicas em outras partes do cólon. A ressonância magnética de pelve é o exame de escolha para o estadiamento local do câncer de reto, avaliando a profundidade da invasão, o envolvimento do mesorreto e linfonodos regionais. A tomografia de tórax e abdome é utilizada para rastrear metástases à distância, e o antígeno carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral importante para monitoramento e prognóstico. A conduta inicial deve ser sempre a investigação completa da lesão suspeita. Ignorar a lesão e focar apenas nas hemorroidas seria um erro grave. O estadiamento preciso permite definir se o paciente necessitará de neoadjuvância (quimioterapia e/ou radioterapia antes da cirurgia) ou cirurgia primária, impactando diretamente o prognóstico e a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais exames são essenciais para o estadiamento do câncer de reto?

O estadiamento do câncer de reto requer colonoscopia para avaliação de todo o cólon, ressonância magnética de pelve para detalhar a invasão local e linfonodos regionais, tomografia de tórax e abdome para buscar metástases à distância, e dosagem de CEA.

Por que a biópsia da lesão retal é crucial antes de qualquer tratamento definitivo?

A biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico de malignidade, determinar o tipo de tumor e guiar a estratégia terapêutica, que pode incluir neoadjuvância antes da cirurgia.

Qual a importância da ressonância magnética de pelve no câncer de reto?

A RM de pelve é o exame de imagem mais preciso para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede retal, o envolvimento do mesorreto, a distância da margem de ressecção circunferencial e a presença de linfonodos regionais, sendo crucial para o planejamento cirúrgico e indicação de neoadjuvância.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo