Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Paciente masculino de 57 anos de idade procura atendimento para investigação de sangramento anal. Durante o exame físico é encontrado lesão tocável a 5 centímetros da borda anal, irregular, sugestiva de neoplasia. O exame mais indicado para avaliação de comprometimento locorregional é:
Estadiamento locorregional do câncer de reto → Ressonância Magnética de pelve.
A RM de pelve é o exame de escolha para o estadiamento locorregional do câncer de reto, fornecendo detalhes precisos sobre a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento do mesorreto e a relação com estruturas adjacentes, o que é crucial para o planejamento cirúrgico e neoadjuvância.
O câncer de reto é uma neoplasia maligna que afeta a porção final do intestino grosso, com incidência crescente globalmente. A apresentação clínica mais comum inclui sangramento retal, alteração do hábito intestinal e dor anal. O diagnóstico inicial é feito por toque retal e retossigmoidoscopia com biópsia. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento. O estadiamento do câncer de reto envolve a avaliação da extensão local da doença e a busca por metástases à distância. Para o estadiamento locorregional, a Ressonância Magnética (RM) de pelve é o método de imagem de escolha devido à sua excelente resolução de contraste em partes moles. Ela permite avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede retal, o envolvimento do mesorreto (tecido gorduroso que envolve o reto), a presença de linfonodos suspeitos e a relação do tumor com o complexo esfincteriano, informações críticas para o planejamento cirúrgico e a indicação de terapia neoadjuvante. O tratamento do câncer de reto é multidisciplinar e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A RM de pelve é essencial para decidir se o paciente se beneficiará de quimiorradioterapia pré-operatória (neoadjuvância) para reduzir o tumor e melhorar as chances de ressecção completa. A tomografia computadorizada de tórax e abdome é utilizada para o estadiamento sistêmico, buscando metástases em órgãos distantes. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico e da resposta ao tratamento.
O estadiamento locorregional é crucial para determinar a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento linfonodal e a relação com a fáscia mesorretal, guiando a decisão sobre neoadjuvância (quimioterapia/radioterapia pré-operatória) e a técnica cirúrgica.
A RM oferece melhor contraste de partes moles, permitindo uma avaliação mais precisa da invasão da parede retal, do mesorreto, dos linfonodos perirretais e da relação do tumor com o esfíncter anal, informações vitais para a cirurgia.
Além da RM de pelve para estadiamento local, a tomografia de tórax e abdome é essencial para detectar metástases à distância (pulmão, fígado), e a colonoscopia para avaliar o cólon proximal e descartar lesões sincrônicas.
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