Câncer de Reto: Estadiamento Locorregional com Ressonância Magnética

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023

Enunciado

Paciente masculino de 57 anos de idade procura atendimento para investigação de sangramento anal. Durante o exame físico é encontrado lesão tocável a 5 centímetros da borda anal, irregular, sugestiva de neoplasia. O exame mais indicado para avaliação de comprometimento locorregional é:

Alternativas

  1. A) Tomografia de pelve com contraste endovenoso e retal.
  2. B) Tomografia de pelve com contraste endovenoso e oral.
  3. C) Tomografia com triplo contraste (oral, retal e endovenoso).
  4. D) Ressonância magnética.

Pérola Clínica

Estadiamento locorregional do câncer de reto → Ressonância Magnética de pelve.

Resumo-Chave

A RM de pelve é o exame de escolha para o estadiamento locorregional do câncer de reto, fornecendo detalhes precisos sobre a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento do mesorreto e a relação com estruturas adjacentes, o que é crucial para o planejamento cirúrgico e neoadjuvância.

Contexto Educacional

O câncer de reto é uma neoplasia maligna que afeta a porção final do intestino grosso, com incidência crescente globalmente. A apresentação clínica mais comum inclui sangramento retal, alteração do hábito intestinal e dor anal. O diagnóstico inicial é feito por toque retal e retossigmoidoscopia com biópsia. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento. O estadiamento do câncer de reto envolve a avaliação da extensão local da doença e a busca por metástases à distância. Para o estadiamento locorregional, a Ressonância Magnética (RM) de pelve é o método de imagem de escolha devido à sua excelente resolução de contraste em partes moles. Ela permite avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede retal, o envolvimento do mesorreto (tecido gorduroso que envolve o reto), a presença de linfonodos suspeitos e a relação do tumor com o complexo esfincteriano, informações críticas para o planejamento cirúrgico e a indicação de terapia neoadjuvante. O tratamento do câncer de reto é multidisciplinar e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A RM de pelve é essencial para decidir se o paciente se beneficiará de quimiorradioterapia pré-operatória (neoadjuvância) para reduzir o tumor e melhorar as chances de ressecção completa. A tomografia computadorizada de tórax e abdome é utilizada para o estadiamento sistêmico, buscando metástases em órgãos distantes. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico e da resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do estadiamento locorregional no câncer de reto?

O estadiamento locorregional é crucial para determinar a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento linfonodal e a relação com a fáscia mesorretal, guiando a decisão sobre neoadjuvância (quimioterapia/radioterapia pré-operatória) e a técnica cirúrgica.

Por que a ressonância magnética é superior à tomografia para estadiamento locorregional do câncer de reto?

A RM oferece melhor contraste de partes moles, permitindo uma avaliação mais precisa da invasão da parede retal, do mesorreto, dos linfonodos perirretais e da relação do tumor com o esfíncter anal, informações vitais para a cirurgia.

Quais outros exames são utilizados no estadiamento completo do câncer de reto?

Além da RM de pelve para estadiamento local, a tomografia de tórax e abdome é essencial para detectar metástases à distância (pulmão, fígado), e a colonoscopia para avaliar o cólon proximal e descartar lesões sincrônicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo