UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Num paciente de 40 anos, com lesão subestenosante de reto baixo, realizou-se estadiamento com tomografia de tórax, abdome e pelve, que evidenciou espessamento do reto baixo, com alteração do sinal da gordura perirretal e estruturas nodulares no mesorreto compatíveis com linfonodomegalia. Nessa situação, o tratamento neoadjuvante tem como objetivo todas as ações listadas a seguir, EXCETO
Neoadjuvância em câncer de reto baixo → downstaging, preservação esfincteriana, ↓ recidiva local, mas NÃO melhora sobrevida global.
O tratamento neoadjuvante para câncer de reto baixo, geralmente quimiorradioterapia, visa reduzir o tamanho do tumor (downstaging), aumentar as chances de cirurgia conservadora (preservação esfincteriana) e diminuir a taxa de recidiva local. No entanto, estudos não demonstraram um benefício significativo na sobrevida global.
O câncer de reto baixo representa um desafio terapêutico devido à sua localização anatômica e à proximidade com estruturas importantes. O estadiamento preciso, geralmente com ressonância magnética de pelve e tomografia de tórax e abdome, é crucial para definir a estratégia de tratamento. A presença de invasão da gordura perirretal e linfonodomegalia no mesorreto indica um estágio mais avançado, justificando a abordagem neoadjuvante. O tratamento neoadjuvante, que comumente envolve quimiorradioterapia, tem como principais objetivos o downstaging da lesão (redução do tamanho e extensão do tumor), a diminuição da taxa de recidiva local e o aumento das chances de uma cirurgia com preservação esfincteriana, melhorando a qualidade de vida do paciente. Além disso, pode levar a uma resposta patológica completa em alguns casos, o que é um excelente prognóstico. É fundamental compreender que, embora o tratamento neoadjuvante traga benefícios locais significativos e otimize a cirurgia, ele não demonstrou, na maioria dos estudos, um impacto direto na melhora da sobrevida global dos pacientes com câncer de reto. A sobrevida é mais influenciada pela ressecção cirúrgica completa e pela ausência de metástases à distância.
Os principais objetivos são o downstaging da lesão, a redução da recidiva local, a possibilidade de preservação esfincteriana e a otimização da conduta cirúrgica.
Não, estudos demonstram que o tratamento neoadjuvante no câncer de reto não impacta significativamente a sobrevida global, focando em benefícios locais e cirúrgicos.
É indicado para tumores de reto médio e baixo, especialmente aqueles com invasão da gordura perirretal ou linfonodos acometidos, visando otimizar a ressecção cirúrgica.
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