SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
A evolução do tratamento cirúrgico do câncer de reto apresentou grandes mudanças nos últimos anos, e um dos grandes benefícios foi a realização de anastomoses colorretais ultrabaixas ou coloanais com a preservação do aparelho esfincteriano. Marque a alternativa correta sobre a evolução do tratamento do câncer de reto:
Terapia neoadjuvante em câncer de reto → ↓ tamanho tumoral, ↑ chances de preservação esfincteriana.
A terapia neoadjuvante (quimiorradioterapia) no câncer de reto tem um papel crucial ao reduzir o tamanho do tumor e promover a regressão tumoral, aumentando significativamente as chances de realizar anastomoses ultrabaixas ou coloanais e, consequentemente, preservar o esfíncter anal.
O tratamento do câncer de reto tem evoluído significativamente, com foco na melhoria dos resultados oncológicos e na qualidade de vida dos pacientes, especialmente através da preservação do aparelho esfincteriano. A Ressecção Total do Mesorreto (TME) tornou-se o padrão-ouro cirúrgico, minimizando as taxas de recidiva local. Contudo, a grande revolução veio com a integração da terapia neoadjuvante, geralmente quimiorradioterapia, antes da cirurgia. A terapia neoadjuvante desempenha um papel fundamental ao induzir a regressão tumoral, reduzir o tamanho do tumor primário e esterilizar linfonodos regionais. Essa redução tumoral permite que tumores que antes exigiriam uma amputação abdominoperineal (cirurgia de Miles) possam ser tratados com ressecções ultrabaixas ou anastomoses coloanais, preservando o esfíncter anal e, consequentemente, a função intestinal e a qualidade de vida do paciente. Para residentes, é essencial compreender que a decisão terapêutica no câncer de reto é multidisciplinar, envolvendo oncologistas, radioterapeutas e cirurgiões. A escolha da técnica cirúrgica e a indicação de neoadjuvância dependem da localização do tumor, estadiamento (avaliado por ressonância magnética de pelve) e condições do paciente. A cirurgia de Hartmann e a de Miles, embora ainda tenham suas indicações específicas, são cada vez mais evitadas em favor de procedimentos que preservam o esfíncter, graças aos avanços na terapia neoadjuvante.
O principal objetivo é reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens cirúrgicas e diminuir o risco de recidiva local. Isso aumenta a probabilidade de realizar cirurgias com preservação do esfíncter e melhora os resultados oncológicos a longo prazo.
A TME é a técnica cirúrgica padrão-ouro para o câncer de reto, envolvendo a remoção completa do reto e de seu mesentério, que contém linfonodos. É crucial para minimizar a recidiva local e melhorar a sobrevida dos pacientes.
A cirurgia de Miles (amputação abdominoperineal) é reservada para tumores de reto muito baixos que invadem o esfíncter anal, ou para casos onde a preservação esfincteriana não é oncologicamente segura ou funcionalmente viável, mesmo após terapia neoadjuvante.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo