Câncer de Reto: Princípios Cirúrgicos e Tratamento

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020

Enunciado

O tratamento padrão para o câncer do reto é a ressecção cirúrgica do tumor primário. Não podemos considerar correto, podendo ser considerado fora de contexto o item:

Alternativas

  1. A) A via de acesso laparoscópica permite a cirurgia com resultados oncológicos equiparáveis à via aberta.
  2. B) Mesmo após cirurgia ótima, a taxa de recorrência local nesta doença justifica a realização de tratamento multidisciplinar para os doentes com doença no estágio II e III.
  3. C) Excetuando-se lesões T1, passíveis de excisão local em casos selecionados, a cirurgia requer a excisão parcial do mesorreto.
  4. D) A quimiorradioterapia complementar pode ser administrada antes da cirurgia (neoadjuvante) para doentes com a doença classificada como em T3/T4 ou N1, ou após o procedimento cirúrgico (adjuvante) para doentes com doença em estágio II ou III.

Pérola Clínica

Câncer de reto (exceto T1 selecionados) → excisão TOTAL do mesorreto para melhores resultados oncológicos.

Resumo-Chave

Para a maioria dos cânceres de reto, a cirurgia padrão é a excisão total do mesorreto (ETM), não a parcial. A ETM é crucial para reduzir a taxa de recorrência local e melhorar os resultados oncológicos, pois o mesorreto contém linfonodos e vasos que podem estar acometidos.

Contexto Educacional

O câncer de reto é uma neoplasia maligna que afeta a porção final do intestino grosso. O tratamento padrão envolve a ressecção cirúrgica do tumor primário, mas a abordagem é complexa e frequentemente multidisciplinar, especialmente para estágios mais avançados. A cirurgia laparoscópica tem se consolidado como uma via de acesso segura e eficaz, com resultados oncológicos comparáveis à cirurgia aberta, oferecendo benefícios como menor tempo de internação e recuperação mais rápida. A fisiopatologia do câncer de reto envolve o crescimento descontrolado de células na mucosa retal, com potencial de invasão local e metástase linfática ou hematogênica. O estadiamento preciso é crucial para definir a estratégia terapêutica. Lesões T1 selecionadas, sem fatores de risco desfavoráveis, podem ser passíveis de excisão local. No entanto, para a maioria dos casos de câncer de reto, a cirurgia padrão é a excisão total do mesorreto (ETM), que consiste na remoção completa do reto e de todo o tecido mesorretal circundante, onde se encontram os vasos linfáticos e linfonodos. A excisão parcial do mesorreto é inadequada para a maioria dos tumores, pois aumenta o risco de recorrência local. O tratamento multidisciplinar é essencial para pacientes com doença em estágio II e III, mesmo após cirurgia ótima. A quimiorradioterapia complementar pode ser administrada de forma neoadjuvante (antes da cirurgia) para tumores T3/T4 ou N1, visando a redução do tumor e a esterilização de margens, ou adjuvante (após a cirurgia) para consolidar o tratamento e reduzir o risco de recorrência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da excisão total do mesorreto no câncer de reto?

A excisão total do mesorreto (ETM) é fundamental para remover o tumor primário e todos os linfonodos regionais contidos no mesorreto, reduzindo significativamente o risco de recorrência local e melhorando a sobrevida.

Quando a quimiorradioterapia neoadjuvante é indicada para câncer de reto?

É indicada para pacientes com câncer de reto em estágios II e III (T3/T4 ou N1), visando reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens e diminuir o risco de recorrência local antes da cirurgia.

A cirurgia laparoscópica é segura para câncer de reto?

Sim, estudos demonstram que a cirurgia laparoscópica para câncer de reto oferece resultados oncológicos equiparáveis à cirurgia aberta, com vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo