Câncer Retal: Exames Essenciais para Diagnóstico e Estadiamento

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020

Enunciado

Na suspeita de câncer retal pela história clínica é mandatória a realização de um exame proctológico (toque retal). Está inadequado apenas que:

Alternativas

  1. A) A identificação correta do local da lesão e a possibilidade de obtenção de espécime para exame histopatológico fazem com que a retossigmoidoscopia (rígida ou flexível) nunca seja indicada na suspeita de câncer retal.
  2. B) Nos casos confirmados da doença, a infiltração e extensão do tumor de reto devem ser avaliadas quando possível pela ultrassonografia endorretal, que tem acurácia comparável à tomografia computadorizada pélvica, ou pela ressonância magnética.
  3. C) Pelo risco de tumores sincrônicos do cólon, a colonoscopia deve ser realizada sempre que possível antes do tratamento destes doentes.
  4. D) O exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) é útil na investigação de doença metastática à distância em doentes de alto risco com tumor potencialmente ressecável.

Pérola Clínica

Retossigmoidoscopia é essencial na suspeita de câncer retal para diagnóstico e biópsia.

Resumo-Chave

A retossigmoidoscopia (rígida ou flexível) é um exame fundamental na investigação de câncer retal, permitindo a visualização direta da lesão e a obtenção de material para biópsia histopatológica. Afirmar que nunca é indicada é um erro grave, pois é um pilar diagnóstico.

Contexto Educacional

O diagnóstico e estadiamento do câncer retal exigem uma abordagem multifacetada para garantir o tratamento adequado. A suspeita clínica, frequentemente baseada em alterações do hábito intestinal ou sangramento, deve sempre levar à realização de um exame proctológico completo, incluindo o toque retal. A retossigmoidoscopia, seja rígida ou flexível, é um exame mandatório e insubstituível, pois permite a visualização direta da lesão, a determinação de sua distância da margem anal e, crucialmente, a obtenção de biópsias para confirmação histopatológica. Após a confirmação diagnóstica, o estadiamento é essencial para guiar a terapia. A ultrassonografia endorretal e a ressonância magnética pélvica são os métodos de imagem mais acurados para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede retal e o status dos linfonodos regionais. A tomografia computadorizada de tórax e abdome é utilizada para rastrear metástases à distância. O PET-CT pode ser útil em casos de alto risco para doença metastática oculta. É fundamental que, sempre que possível, uma colonoscopia completa seja realizada antes do tratamento definitivo do câncer retal. Isso se deve ao risco de tumores sincrônicos em outras partes do cólon, que podem ocorrer em até 5% dos pacientes. A identificação desses tumores é vital para o planejamento cirúrgico e o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da retossigmoidoscopia na suspeita de câncer retal?

A retossigmoidoscopia é crucial para a visualização direta da lesão, localização precisa e obtenção de biópsias para confirmação histopatológica do câncer retal.

Por que a colonoscopia é recomendada em casos de câncer retal?

A colonoscopia é indicada para rastrear tumores sincrônicos no cólon, que ocorrem em uma porcentagem significativa de pacientes com câncer retal, garantindo uma avaliação completa do cólon.

Quais exames são utilizados para o estadiamento local do câncer retal?

Para o estadiamento local, a ultrassonografia endorretal e a ressonância magnética pélvica são os exames de escolha, fornecendo detalhes sobre a profundidade da invasão tumoral e o envolvimento linfonodal.

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