HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Assinale a alternativa correspondente ao quadro de um paciente que pode ser submetido a cirurgia de ressecção de câncer primário de pulmão.
Câncer de pulmão com metástase única adrenal ressecada e mediastino negativo → Ressecável.
A ressecabilidade do câncer de pulmão depende do estadiamento da doença. Metástases a distância (M1b) geralmente contraindicam a cirurgia curativa, exceto em casos selecionados de metástase única e ressecável (oligometástase), como uma metástase adrenal que pode ser removida. Invasão de estruturas vitais (T4) ou derrame pleural neoplásico (M1a) também contraindicam a ressecção primária.
A decisão de submeter um paciente com câncer de pulmão à cirurgia de ressecção primária é complexa e depende de um estadiamento preciso da doença. O sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) é fundamental para classificar a extensão do câncer e determinar a ressecabilidade. Tumores T4 (invasão de estruturas vitais) ou com derrame pleural neoplásico (M1a) são geralmente considerados irressecáveis. A presença de metástases a distância (M1b) também costuma contraindicar a cirurgia, exceto em casos muito específicos de oligometástase, onde a metástase é única e ressecável, como uma metástase adrenal isolada. A mediastinoscopia negativa é um indicativo importante de que não há envolvimento linfonodal mediastinal, o que favorece a ressecabilidade. A opção D descreve um cenário de oligometástase adrenal única e ressecada, tornando o paciente elegível para a cirurgia do tumor primário, visando um tratamento curativo.
Fatores que tornam um câncer de pulmão irressecável incluem invasão de estruturas vitais (como grandes vasos, coração, esôfago), metástases linfonodais contralaterais ou supraclaviculares, derrame pleural ou pericárdico neoplásico, e metástases a distância múltiplas ou não ressecáveis.
Oligometástase refere-se à presença de um número limitado de metástases (geralmente 1 a 3) em um ou poucos órgãos, que podem ser tratadas localmente com intenção curativa, em conjunto com o tratamento do tumor primário.
A mediastinoscopia é um procedimento invasivo para avaliar os linfonodos mediastinais. Uma mediastinoscopia negativa (sem evidência de metástase linfonodal) é crucial para determinar a ressecabilidade e o prognóstico, especialmente em tumores com suspeita de envolvimento nodal.
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