UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 58 anos de idade, submeteu-se à ressecção de lesão cerebral que se revelou tratar de metástase de neoplasia pulmonar. Tomografia de tórax: massa em lobo superior direito, espiculada, com dimensões de 4 x 3 cm. A biópsia da lesão revela um adenocarcinoma primário. O estadiamento do tumor não evidencia comprometimento dos linfonodos mediastinais e nem outros sítios de metástase. Qual é a melhor conduta?
Adenocarcinoma pulmonar com metástase cerebral única ressecada e doença primária sem linfonodos/outras metástases → Lobectomia + esvaziamento mediastinal + adjuvância.
Em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) e metástase cerebral única que foi ressecada, sem evidência de comprometimento linfonodal mediastinal ou outras metástases, a conduta ideal é a ressecção do tumor primário (lobectomia com esvaziamento mediastinal) seguida de tratamento adjuvante. Isso oferece a melhor chance de controle da doença.
O câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) é a principal causa de morte por câncer globalmente. A presença de metástases cerebrais é comum e historicamente associada a um prognóstico desfavorável. No entanto, o conceito de oligometástase, onde há um número limitado de metástases (geralmente 1-3), tem mudado a abordagem terapêutica para alguns pacientes selecionados. Neste cenário, a paciente apresenta um adenocarcinoma pulmonar primário com uma metástase cerebral única que já foi ressecada. O estadiamento completo não revelou comprometimento linfonodal mediastinal (N0) ou outras metástases (M1a/b). Essa situação configura uma oligometástase, onde a ressecção do tumor primário pode oferecer um benefício significativo em termos de sobrevida. A lobectomia é a ressecção anatômica padrão para tumores pulmonares primários, e o esvaziamento mediastinal é essencial para o estadiamento patológico preciso e controle locorregional. Após a ressecção completa do tumor primário e da metástase cerebral, o tratamento adjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia) é frequentemente indicado para consolidar o tratamento e reduzir o risco de recorrência, especialmente em casos de adenocarcinoma. A decisão de realizar a cirurgia do tumor primário em pacientes com metástase cerebral única deve ser tomada por uma equipe multidisciplinar, considerando a performance status do paciente, o controle da metástase cerebral e a ressecabilidade do tumor pulmonar.
A cirurgia do tumor primário pode ser indicada em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) e metástase cerebral única, especialmente se a metástase for ressecável e não houver comprometimento linfonodal mediastinal ou outras metástases à distância.
O esvaziamento mediastinal é crucial na cirurgia do câncer de pulmão para o estadiamento preciso dos linfonodos e para o controle oncológico, sendo um componente padrão da ressecção curativa.
O tratamento adjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia) é administrado após a cirurgia para eliminar células cancerígenas residuais e reduzir o risco de recorrência, sendo indicado com base no estadiamento patológico e características do tumor.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo