UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Relativo ao tratamento para o câncer de pulmão “não pequenas células”, no estádio 3A, assinale a alter- nativa que apresenta, corretamente, a sequência de condutas a ser aplicada.
CPNPC estágio IIIA: Quimio/radio neoadjuvante → Cirurgia (ressecção + linfadenectomia) → Quimio/radio adjuvante.
O CPNPC estágio IIIA é localmente avançado e requer tratamento multimodal. A sequência padrão envolve terapia neoadjuvante para reduzir a carga tumoral, seguida de cirurgia radical com linfadenectomia e, por fim, terapia adjuvante para otimizar o controle da doença.
O câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) é a forma mais comum de câncer de pulmão. O estadiamento é crucial para definir a conduta terapêutica. O estágio IIIA representa uma doença localmente avançada, onde o tumor pode ser grande ou ter se espalhado para linfonodos mediastinais ipsilaterais, mas ainda é potencialmente ressecável. O tratamento do CPNPC estágio IIIA é complexo e geralmente envolve uma abordagem multimodal. A sequência de condutas é de suma importância para otimizar os resultados. Iniciar com terapia neoadjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia) é o padrão, pois visa reduzir o volume tumoral e a carga de doença nos linfonodos, tornando a cirurgia mais factível e eficaz. Após a terapia neoadjuvante, a cirurgia de ressecção pulmonar (lobectomia ou pneumonectomia) com linfadenectomia mediastinal completa é realizada para remover o tumor e os linfonodos afetados. Finalmente, a terapia adjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia) é frequentemente administrada para erradicar células tumorais residuais e reduzir o risco de recorrência, consolidando o tratamento.
O estágio IIIA indica um câncer de pulmão localmente avançado, geralmente com envolvimento de linfonodos mediastinais ipsilaterais ou outras estruturas próximas, mas sem metástases distantes.
A terapia neoadjuvante (quimio e/ou radioterapia) visa reduzir o tamanho do tumor primário e o envolvimento linfonodal antes da cirurgia, aumentando a chance de ressecção completa e melhorando os resultados oncológicos.
A linfadenectomia mediastinal é essencial para o estadiamento preciso da doença e para a remoção de linfonodos comprometidos, o que é fundamental para o controle local e o prognóstico do paciente.
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