UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Homem, 70 anos de idade, apresenta adenocarcinoma em lobo superior do pulmão esquerdo. Durante estadiamento da neoplasia observou-se comprometimento dos linfonodos das cadeias 4 ipsilateral e 7. Não foram identificadas metástases no PET-CT. Qual a conduta mais adequada?
Câncer de pulmão com N2 (linfonodos mediastinais ipsilaterais) = Tratamento não cirúrgico (quimio/radio).
O comprometimento dos linfonodos mediastinais ipsilaterais (N2, cadeias 4 e 7) em câncer de pulmão, mesmo sem metástases à distância, geralmente indica doença localmente avançada que não é primariamente cirúrgica. A conduta padrão é o tratamento não cirúrgico, como quimioterapia e/ou radioterapia.
O estadiamento do câncer de pulmão é um processo crítico que determina o prognóstico e a estratégia terapêutica. A classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) é universalmente utilizada, sendo o componente "N" referente ao comprometimento linfonodal. A presença de metástases em linfonodos mediastinais ipsilaterais (N2), como as cadeias 4 (paratraqueal inferior ipsilateral) e 7 (subcarinal), indica uma doença localmente avançada, que exige uma abordagem terapêutica complexa. No caso de um adenocarcinoma de pulmão com comprometimento N2, mesmo na ausência de metástases à distância (M0) confirmadas por PET-CT, a cirurgia isolada raramente é a conduta inicial mais adequada. A fisiopatologia da doença N2 sugere uma disseminação linfática significativa, o que aumenta o risco de recorrência local e à distância se apenas a ressecção cirúrgica for realizada. A conduta mais adequada para o câncer de pulmão com doença N2 é, na maioria dos casos, o tratamento não cirúrgico. Isso geralmente envolve quimioterapia e/ou radioterapia, muitas vezes administradas concomitantemente (quimiorradioterapia definitiva). Em pacientes selecionados, pode-se considerar quimioterapia neoadjuvante seguida de reestadiamento e, se houver resposta favorável, cirurgia. O objetivo é maximizar o controle da doença e melhorar a sobrevida, considerando a complexidade e o prognóstico associado à doença N2.
O comprometimento das cadeias 4 (paratraqueal inferior ipsilateral) e 7 (subcarinal) indica doença N2, ou seja, metástase para linfonodos mediastinais ipsilaterais, o que classifica o tumor como localmente avançado e impacta a estratégia terapêutica.
A doença N2 geralmente tem pior prognóstico cirúrgico isolado devido à alta chance de doença microscópica residual. O tratamento não cirúrgico, como quimioterapia e radioterapia (quimiorradioterapia), oferece melhores resultados de controle local e sobrevida.
As opções incluem quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia em casos selecionados, quimiorradioterapia definitiva, ou, em alguns casos, terapia alvo ou imunoterapia, dependendo das características moleculares do tumor e do estado geral do paciente.
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