AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 72 anos, vem a consulta com queixa de fraqueza, falta de ar, emagrecimento, anorexia, tosse e episódios de hemoptise há cerca de 6 meses. Refere ter sido tabagista por 40 anos, tendo parado há 15. Em relação a este caso clínico, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.I) A principal hipótese diagnóstica desta paciente é um câncer de pulmão, que geralmente se apresenta com doença em estágio avançado,PORTANTOII) o rastreio para detecção de câncer pulmonar inicial deve ser realizado com tomografia computadorizada de tórax em indivíduos assintomáticos fumantes ou ex tabagistas, entre 55 e 74 anos, com história de tabagismo de pelo menos 30 maços/ano.
Câncer de pulmão frequentemente se manifesta tardiamente; o rastreio com TC de baixa dose em grupos de risco visa detecção precoce.
A paciente apresenta múltiplos sintomas sugestivos de câncer de pulmão avançado, como emagrecimento, anorexia, tosse e hemoptise, além de um histórico tabagista significativo. A assertiva I é verdadeira. A assertiva II descreve corretamente os critérios para o rastreio do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de tórax de baixa dose, que é fundamental para tentar diagnosticar a doença em estágios iniciais, justificando a dificuldade de diagnóstico precoce mencionada na assertiva I.
O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais letais globalmente, sendo a principal causa de morte por câncer em homens e mulheres. O tabagismo é o principal fator de risco, responsável por cerca de 85-90% dos casos. Outros fatores incluem exposição a asbesto, radônio, poluição do ar e histórico familiar. A doença é frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à natureza inespecífica dos sintomas iniciais, o que impacta negativamente o prognóstico. Os sintomas de câncer de pulmão podem incluir tosse persistente, dispneia, dor torácica, hemoptise, perda de peso inexplicada, fadiga e infecções respiratórias recorrentes. A presença de hemoptise em um paciente com histórico de tabagismo, como no caso apresentado, é um sinal de alerta importante que exige investigação imediata para câncer de pulmão. Para melhorar o prognóstico, o rastreio do câncer de pulmão é recomendado para populações de alto risco. As diretrizes atuais, como as do National Lung Screening Trial (NLST) e USPSTF, indicam o rastreio anual com tomografia computadorizada de tórax de baixa dose para indivíduos assintomáticos, com idade entre 50-80 anos (ou 55-74 anos, dependendo da diretriz), com histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano e que fumam atualmente ou pararam de fumar nos últimos 15 anos. Este rastreio demonstrou reduzir a mortalidade por câncer de pulmão.
Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente, dispneia, dor torácica, hemoptise, perda de peso inexplicada, fadiga, anorexia e infecções respiratórias recorrentes. Em muitos casos, a doença é assintomática até estágios avançados.
O rastreio é recomendado para indivíduos assintomáticos, com idade entre 50 e 80 anos (ou 55 e 74 anos, dependendo da diretriz), que tenham histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano e que fumam atualmente ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.
O câncer de pulmão muitas vezes não causa sintomas específicos nas fases iniciais, ou os sintomas são inespecíficos e atribuídos a outras condições (como tosse de fumante). Quando os sintomas se tornam mais evidentes, a doença já pode estar em estágio avançado, dificultando o tratamento curativo. O rastreio visa mudar esse cenário.
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