Câncer de Próstata: Manejo de PSA Elevado e Rastreamento

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 62 anos, masculino procura o médico da ESF porque deseja fazer o rastreamento para o câncer de próstata. Não tem queixas e nega comorbidades. Está preocupado pois seu pai faleceu pela doença aos 65 anos. Traz exames de PSA: 2019 – PSA: 3,5 ng/mL; 2022 – PSA: 18,9 ng/mL; (Valor de referência: <4,0ng/mL); Diante do quadro, assinale a conduta a ser realizada.

Alternativas

  1. A) Realizar toque retal e só encaminhar ao Urologista se estiver alterado.
  2. B) Solicitar ultrassonografia da próstata para avaliar se apresenta nódulo prostático.
  3. C) Encaminhar para avaliação do Urologista para solicitação de biópsia de próstata.
  4. D) Desencorajar o paciente a realizar rastreamento já que antecedente familiar não é fator de risco.

Pérola Clínica

PSA > 4,0 ng/mL ou aumento rápido do PSA, especialmente com histórico familiar, exige encaminhamento ao urologista para investigação de câncer de próstata.

Resumo-Chave

Um PSA de 18,9 ng/mL em um paciente de 62 anos, com histórico familiar de câncer de próstata e um aumento significativo em 3 anos (de 3,5 para 18,9 ng/mL), é altamente sugestivo de câncer de próstata e requer avaliação urológica imediata para considerar biópsia. O toque retal é parte da avaliação, mas um PSA tão elevado já indica a necessidade de encaminhamento.

Contexto Educacional

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, e o rastreamento é um tema controverso, mas importante na prática clínica. O rastreamento geralmente envolve a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) e o toque retal. A decisão de rastrear deve ser individualizada, considerando a idade, expectativa de vida e fatores de risco do paciente. Neste caso, o paciente apresenta múltiplos fatores de alerta: idade (62 anos), histórico familiar de câncer de próstata em parente de primeiro grau em idade jovem (pai aos 65 anos), e um PSA significativamente elevado (18,9 ng/mL), com um aumento rápido em apenas 3 anos. Um PSA acima de 4,0 ng/mL já é considerado alterado, e valores acima de 10 ng/mL aumentam substancialmente a probabilidade de câncer. Diante de um PSA tão elevado e do histórico familiar, a conduta mais adequada é o encaminhamento imediato ao urologista. O urologista realizará uma avaliação completa, que pode incluir o toque retal (se ainda não realizado), e decidirá sobre a necessidade de biópsia de próstata, que é o único método para confirmar o diagnóstico de câncer. A ultrassonografia da próstata não é um exame de rastreamento para câncer, e sua principal utilidade é guiar a biópsia ou avaliar o volume prostático. Desencorajar o rastreamento neste cenário seria um erro grave, dado o alto risco do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do PSA no rastreamento do câncer de próstata?

O PSA é um marcador sérico que, quando elevado, pode indicar a presença de câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna ou prostatite. Seu valor absoluto e a velocidade de aumento são importantes.

Quando um paciente com PSA elevado deve ser encaminhado ao urologista?

Pacientes com PSA > 4,0 ng/mL (ou > 2,5 ng/mL em grupos de alto risco), toque retal alterado, ou aumento rápido do PSA devem ser encaminhados para avaliação urológica e possível biópsia.

Quais são os fatores de risco para câncer de próstata?

Os principais fatores de risco são idade avançada, etnia (afrodescendentes), e histórico familiar de câncer de próstata (especialmente em parentes de primeiro grau e em idade jovem).

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