Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil tem uma estimativa de 70,42 novos casos de Câncer de próstata para cada 100.000 homens no ano de 2014. Qual a resposta CORRETA sobre esta neoplasia?
Câncer de próstata localizado: prostatectomia radical ou radioterapia são opções com alta taxa de cura em 5 anos.
Para o câncer de próstata localizado, as principais modalidades de tratamento com intenção curativa são a prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata) e a radioterapia (externa ou braquiterapia). Ambas as abordagens apresentam excelentes resultados em termos de controle da doença e sobrevida em 5 anos, com taxas de cura frequentemente superiores a 80%, dependendo do estadiamento e grau do tumor.
O câncer de próstata é a neoplasia mais comum entre os homens no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, e a segunda causa de morte por câncer nessa população. Sua incidência tem aumentado devido ao envelhecimento populacional e à maior detecção por programas de rastreamento. A compreensão de suas características epidemiológicas, diagnóstico e opções terapêuticas é fundamental para a formação médica. A doença, em suas fases iniciais, é frequentemente assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce sem rastreamento. O PSA é um exame útil para rastreamento, mas não é específico para câncer. A confirmação diagnóstica é feita por biópsia. O esqueleto ósseo é, de fato, um sítio comum de metástases, mas a quimioterapia endovenosa não é a primeira opção terapêutica para metástases ósseas, que geralmente são manejadas com terapia hormonal, radioterapia paliativa ou bisfosfonatos. Para o câncer de próstata localizado, as opções de tratamento com intenção curativa incluem a prostatectomia radical e a radioterapia. Ambas as modalidades oferecem altas taxas de cura em 5 anos, superiores a 80%, e a escolha entre elas depende de fatores como idade do paciente, comorbidades, características do tumor e preferências do paciente, após discussão dos potenciais efeitos colaterais.
Não, o PSA (Antígeno Prostático Específico) é um marcador de rastreamento que pode estar elevado em diversas condições benignas da próstata. O diagnóstico definitivo requer biópsia prostática guiada por ultrassom.
Nas fases iniciais, o câncer de próstata é geralmente assintomático. Sintomas urinários (dificuldade para urinar, aumento da frequência) são mais comuns em doenças benignas como a hiperplasia prostática benigna, ou em fases mais avançadas do câncer.
O estadiamento é crucial para determinar a extensão da doença e guiar a escolha do tratamento. Ele avalia se o câncer está localizado na próstata, se invadiu estruturas adjacentes ou se metastatizou para outros órgãos, como os ossos.
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