UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
No que diz respeito ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de próstata em pacientes idosos, julgue o item que se segue.Na eventualidade do diagnóstico de câncer de próstata, a realização de tratamento cirúrgico prolonga a vida do paciente e acarreta baixo risco de incontinência vesical.
Prostatectomia radical em idosos: risco significativo de incontinência e disfunção erétil, benefício de sobrevida incerto em câncer de baixo risco.
Em pacientes idosos com câncer de próstata, a prostatectomia radical não garante prolongamento da vida e apresenta riscos consideráveis de incontinência urinária e disfunção erétil, devendo-se considerar a expectativa de vida e comorbidades.
O manejo do câncer de próstata em pacientes idosos é um desafio clínico que exige uma avaliação individualizada, considerando a expectativa de vida, comorbidades e preferências do paciente. A decisão terapêutica deve ponderar os potenciais benefícios em termos de sobrevida e controle da doença versus os riscos de morbidade associados ao tratamento. A prostatectomia radical, embora eficaz no controle local da doença, apresenta taxas significativas de complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, que podem comprometer severamente a qualidade de vida do idoso. Em pacientes com câncer de próstata de baixo risco e expectativa de vida inferior a 10-15 anos, o benefício de sobrevida da cirurgia pode ser mínimo ou inexistente, tornando a vigilância ativa uma opção preferencial. A avaliação geriátrica abrangente é fundamental para determinar a fragilidade do paciente e sua capacidade de tolerar o tratamento. Opções como radioterapia, braquiterapia e terapia hormonal também devem ser consideradas, oferecendo perfis de risco e benefício distintos que podem ser mais adequados para determinados subgrupos de pacientes idosos.
Os principais riscos incluem incontinência urinária, disfunção erétil, complicações cirúrgicas e anestésicas, que podem impactar significativamente a qualidade de vida e a autonomia do paciente idoso.
Não necessariamente. Em idosos com câncer de baixo risco e expectativa de vida limitada devido a comorbidades, o benefício na sobrevida pode ser marginal e superado pelos riscos das complicações do tratamento.
Alternativas incluem vigilância ativa, radioterapia, braquiterapia e terapia hormonal, que podem ser mais adequadas dependendo do estágio da doença, comorbidades, expectativa de vida do paciente e suas preferências.
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