Câncer de Próstata: Estadiamento e Triagem Metastática

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Uma vez feito o diagnóstico de câncer de próstata (CaP), o passo subsequente na grande maioria das vezes é o estadiamento da doença. É recomendado, no estadiamento,

Alternativas

  1. A) usar a ressonância magnética pré-biópsia para obter informações sobre estadiamento local nos casos de CaP de risco intermediário.
  2. B) incluir exames de imagens abdominopélvicas transversais para os casos de CaP localizado de baixo risco.
  3. C) incluir exames de imagens abdominopélvicas transversais e uma cintilografia óssea para triagem metastática nos casos CaP de risco intermediário e ISUP grau 2 e 3.
  4. D) realizar triagem metastática, incluindo exame de imagens abdominopélvicas transversais e uma cintilografia óssea para os casos de CaP localizado de alto risco.

Pérola Clínica

CaP alto risco → Triagem metastática (imagens abdominopélvicas + cintilografia óssea).

Resumo-Chave

O estadiamento do câncer de próstata é guiado pelo grupo de risco da doença. Para pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco, a triagem metastática com exames de imagem abdominopélvicas transversais e cintilografia óssea é recomendada para identificar disseminação da doença.

Contexto Educacional

O câncer de próstata (CaP) é a neoplasia mais comum entre homens, e seu estadiamento preciso é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica. O estadiamento é guiado por fatores como o nível de PSA, o escore de Gleason (ou grupo de grau ISUP) e o estágio clínico. A estratificação em grupos de risco (baixo, intermediário, alto e muito alto) orienta a necessidade de exames complementares. Para pacientes com CaP localizado de baixo risco, a triagem metastática com exames de imagem geralmente não é recomendada, devido à baixa probabilidade de doença à distância. Nesses casos, a vigilância ativa ou o tratamento localizado são opções. A ressonância magnética multiparamétrica da próstata tem ganhado destaque para o estadiamento local e planejamento da biópsia, especialmente em casos de risco intermediário. No entanto, para pacientes com CaP de alto risco (PSA > 20 ng/mL, Gleason ≥ 8 ou estágio clínico T3a/T3b), a probabilidade de metástases é significativamente maior. Nesses casos, a triagem metastática é essencial e inclui exames de imagens abdominopélvicas transversais (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e cintilografia óssea para avaliar a disseminação da doença para linfonodos e ossos, respectivamente, impactando diretamente a decisão terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quando a cintilografia óssea é indicada no estadiamento do câncer de próstata?

A cintilografia óssea é indicada para pacientes com câncer de próstata de alto risco, ou em casos de risco intermediário com ISUP grau 3 ou mais, para investigar metástases ósseas.

Qual o papel da ressonância magnética no estadiamento do câncer de próstata?

A ressonância magnética multiparamétrica pré-biópsia pode ser usada para guiar a biópsia e fornecer informações sobre o estadiamento local, especialmente em casos de risco intermediário ou alto.

Quais são os critérios para classificar o câncer de próstata como de alto risco?

O câncer de próstata é classificado como de alto risco se o PSA for > 20 ng/mL, Gleason score ≥ 8 (ISUP grau 4 ou 5), ou estágio clínico T3a ou T3b.

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