HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Homem, 67 anos de idade, procurou urologista para realizar exame de rotina da próstata. Paciente era assintomático e não realizava nenhum outro tratamento. Ao exame de toque retal, notou-se próstata de consistência pouco endurecida, sem nódulos palpáveis e com dimensões aumentadas. Trouxe exame de PSA = 5,9 ng/mL e foi indicada biópsia da próstata, que revelou adenocarcinoma Gleason 6 (3+3) em 10% de 2 fragmentos entre 12 analisados. Neste caso, para o paciente.
Câncer de próstata Gleason 6 (3+3) em poucos fragmentos, PSA <10, baixo risco → vigilância ativa é opção preferencial.
Para câncer de próstata de muito baixo ou baixo risco (Gleason 6, PSA <10, poucos fragmentos positivos, sem invasão), a vigilância ativa é a conduta preferencial, evitando tratamentos invasivos com potenciais efeitos adversos significativos em pacientes com expectativa de vida razoável.
O câncer de próstata é uma das neoplasias mais comuns em homens, e seu manejo evoluiu significativamente com a individualização do tratamento. A decisão terapêutica é complexa e baseada em fatores como idade, expectativa de vida, comorbidades, estágio da doença, escore de Gleason e nível de PSA. Para pacientes com doença de muito baixo ou baixo risco, a vigilância ativa ("watchful waiting" ou "active surveillance") tornou-se uma opção preferencial. A vigilância ativa é indicada para pacientes com câncer de próstata clinicamente localizado, de baixo volume e baixo grau (Gleason 6 ou 3+3), com PSA <10 ng/mL e sem evidência de doença agressiva em biópsias. O objetivo é evitar os efeitos colaterais significativos dos tratamentos radicais (prostatectomia ou radioterapia), como disfunção erétil e incontinência urinária, em homens que provavelmente não morrerão da doença. O acompanhamento rigoroso é fundamental, incluindo dosagens periódicas de PSA, exames de toque retal e biópsias de próstata seriadas. A progressão da doença, definida por aumento do PSA, alteração no toque ou piora do escore de Gleason em biópsias subsequentes, pode indicar a necessidade de reavaliar a conduta e considerar um tratamento mais agressivo. A vigilância ativa permite que muitos homens vivam com o câncer sem a necessidade de intervenções que impactem sua qualidade de vida.
A vigilância ativa é indicada para câncer de próstata de muito baixo ou baixo risco, geralmente definido por PSA <10 ng/mL, escore de Gleason 6 (3+3), estágio clínico T1c ou T2a, e poucos fragmentos positivos na biópsia (ex: <3 fragmentos, com <50% de envolvimento em cada).
O acompanhamento envolve exames periódicos de PSA, toque retal e biópsias de próstata seriadas (geralmente anuais ou a cada 2-3 anos) para monitorar a progressão da doença e garantir que ela permaneça de baixo risco.
A vigilância ativa evita os efeitos adversos do tratamento radical (disfunção erétil, incontinência urinária, toxicidade da radioterapia), mas exige acompanhamento rigoroso e há um pequeno risco de progressão da doença. É ideal para pacientes com expectativa de vida razoável que desejam preservar a qualidade de vida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo