Câncer de Próstata Agressivo: Tratamento e Prognóstico

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2019

Enunciado

Homem de 50 anos com diagnóstico de câncer de próstata, traz ao consultório médico os seguintes exames: biópsia prostática com adenocarcinoma da próstata, Gleason 8 (4+4) com todos fragmentos acometidos e um PSA: 11 ng/ml. Correlacionando-se a idade do paciente e as possibilidades de tratamento para esse tipo de câncer, qual é a melhor forma de tratamento?

Alternativas

  1. A) Radioterapia próstatica, pelo menor risco de impotência sexual.
  2. B) Braquiterapia, por ser uma doença pouco agressiva. 
  3. C) Vigilância ativa, pelo alto risco de complicações do tratamento. 
  4. D) Prostatectomia radical, por ser uma doença de comportamento agressivo.

Pérola Clínica

Câncer de próstata Gleason ≥ 8 ou PSA > 20 ng/mL → doença de alto risco, considerar prostatectomia radical ou radioterapia.

Resumo-Chave

O escore de Gleason 8 (4+4) e o PSA de 11 ng/ml em um paciente de 50 anos indicam um câncer de próstata de alto risco ou risco intermediário desfavorável. Nesses casos, a vigilância ativa não é apropriada, e tratamentos definitivos como a prostatectomia radical ou radioterapia externa são as opções preferenciais, visando a cura da doença agressiva.

Contexto Educacional

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil, com alta incidência após os 50 anos. A detecção precoce e a estratificação de risco são cruciais para definir a melhor abordagem terapêutica e impactar o prognóstico do paciente. A compreensão dos fatores prognósticos é fundamental para a prática clínica. A avaliação do câncer de próstata envolve o PSA sérico, o toque retal e a biópsia prostática com análise histopatológica e escore de Gleason. O escore de Gleason, que varia de 6 a 10, é um indicador chave da agressividade tumoral. Um Gleason 8 (4+4) indica um padrão histológico agressivo, com predominância de células pouco diferenciadas, sugerindo um comportamento biológico mais desfavorável. Para pacientes com câncer de próstata de alto risco, como o caso apresentado (Gleason 8, PSA 11 ng/ml em jovem de 50 anos), a vigilância ativa não é uma opção adequada. O tratamento definitivo, como a prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata) ou a radioterapia externa, é a conduta preferencial, com o objetivo de cura. A escolha entre cirurgia e radioterapia depende de múltiplos fatores, incluindo comorbidades, preferência do paciente e experiência do centro, mas ambas são consideradas tratamentos curativos para doença localizada agressiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar o câncer de próstata como de alto risco?

O câncer de próstata é classificado como de alto risco quando o PSA é > 20 ng/mL, o escore de Gleason é 8-10, ou o estágio clínico é T3a ou superior. A presença de qualquer um desses fatores já o enquadra nesta categoria.

Qual a importância do escore de Gleason no câncer de próstata?

O escore de Gleason é um sistema de graduação histopatológica que avalia a agressividade do câncer de próstata. Quanto maior o escore, maior a agressividade do tumor e pior o prognóstico, influenciando diretamente a escolha terapêutica.

Quando a prostatectomia radical é indicada para câncer de próstata?

A prostatectomia radical é indicada para pacientes com câncer de próstata localizado ou localmente avançado, especialmente aqueles com doença de risco intermediário desfavorável ou alto risco, com expectativa de vida superior a 10 anos, visando a cura.

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