UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
O fator mais fortemente associado ao aumento do risco de câncer de próstata é:
História familiar (1º grau) = Fator de risco mais forte para Câncer de Próstata.
A genética desempenha papel crucial no câncer de próstata. A história familiar positiva aumenta significativamente o risco e antecipa a idade de rastreamento.
O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum no homem e a segunda causa de morte por câncer no sexo masculino. Identificar grupos de alto risco genético é fundamental para estratégias de detecção precoce e redução da mortalidade. O rastreamento oportunista deve ser discutido com o paciente, pesando os benefícios da detecção precoce contra os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. Em pacientes com forte história familiar, a vigilância deve ser intensificada e iniciada precocemente.
A história familiar é o fator de risco mais robusto para o desenvolvimento do câncer de próstata. Homens com um parente de primeiro grau (pai ou irmão) diagnosticado com a doença apresentam o dobro do risco em comparação com a população geral. Se dois ou mais parentes de primeiro grau forem afetados, o risco pode aumentar de cinco a onze vezes. Além da quantidade de parentes, a idade do diagnóstico no familiar é crucial: diagnósticos antes dos 55 anos sugerem uma predisposição genética hereditária mais forte, como mutações nos genes BRCA1, BRCA2 ou HOXB13. Nesses casos, as diretrizes recomendam iniciar o rastreamento com PSA e toque retal mais precocemente, geralmente aos 40 ou 45 anos.
A idade é o fator de risco isolado mais importante, com a incidência aumentando exponencialmente após os 50 anos; cerca de 60% dos casos ocorrem em homens com mais de 65 anos. A etnia também desempenha um papel fundamental: homens negros apresentam uma incidência significativamente maior e tendem a desenvolver formas mais agressivas da neoplasia em idades mais precoces, resultando em taxas de mortalidade mais elevadas. As razões para essa disparidade incluem polimorfismos genéticos e diferenças biológicas na sinalização de receptores androgênicos. Por outro lado, homens de ascendência asiática apresentam as menores taxas de incidência, embora o risco aumente ao migrarem para países ocidentais, sugerindo influência ambiental.
Embora a genética e a idade sejam os fatores predominantes, o estilo de vida possui influência, especialmente na agressividade da doença. A obesidade está fortemente associada a um maior risco de câncer de próstata de alto grau e maior mortalidade específica pela doença, possivelmente devido a alterações hormonais e inflamação crônica. Dietas ricas em gordura animal e carnes processadas têm sido estudadas como possíveis fatores de risco, enquanto o consumo de licopeno (encontrado no tomate) e selênio pode ter um papel protetor, embora as evidências não sejam definitivas. O tabagismo, embora não seja um fator de risco primário para o surgimento do tumor, está associado a um pior prognóstico e maior risco de recorrência após o tratamento.
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