Câncer de Próstata Risco Intermediário: Tratamento e Conduta

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

O câncer de próstata é uma das neoplasias mais comuns entre homens, e seu tratamento varia conforme o risco e o estágio da doença. A escolha terapêutica deve considerar não apenas o estágio do câncer, mas também as características individuais do paciente, como idade e saúde geral. A opção de tratamento recomendada para pacientes com câncer de próstata em estágio de risco intermediário desfavorável é:

Alternativas

  1. A) Apenas radioterapia externa.
  2. B) Prostatectomia radical (com linfadenectomia).
  3. C) Vigilância ativa.
  4. D) Vigilância ativa para todos os casos.

Pérola Clínica

Câncer de próstata risco intermediário desfavorável → Prostatectomia radical com linfadenectomia ou radioterapia + terapia hormonal.

Resumo-Chave

Para câncer de próstata em estágio de risco intermediário desfavorável, que inclui critérios como Gleason score 7 (4+3), PSA > 10-20 ng/mL ou mais de 50% de biópsias positivas, a prostatectomia radical com linfadenectomia pélvica é uma opção de tratamento curativo, assim como a radioterapia externa associada à terapia de privação androgênica.

Contexto Educacional

O câncer de próstata é uma das neoplasias mais prevalentes em homens, e a estratificação de risco é fundamental para guiar o tratamento. Pacientes são classificados em grupos de risco (muito baixo, baixo, intermediário favorável, intermediário desfavorável, alto e muito alto) com base em parâmetros como PSA, escore de Gleason e estágio clínico (T). O grupo de risco intermediário desfavorável é caracterizado por um prognóstico um pouco pior que o intermediário favorável, com maior probabilidade de progressão da doença. Os critérios incluem, por exemplo, um Gleason score 7 (4+3), PSA entre 10-20 ng/mL, ou mais de 50% dos fragmentos da biópsia positivos. A fisiopatologia da progressão da doença nesses casos justifica uma abordagem mais agressiva. Para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário desfavorável, as opções de tratamento curativo incluem a prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata, frequentemente com linfadenectomia pélvica para avaliar o envolvimento linfonodal) ou a radioterapia externa, muitas vezes combinada com terapia de privação androgênica. A escolha entre essas modalidades depende de fatores como idade do paciente, comorbidades, preferências e expectativa de vida, visando o controle oncológico e a minimização de efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para câncer de próstata de risco intermediário desfavorável?

Incluem Gleason score 7 (4+3), PSA entre 10-20 ng/mL, ou mais de 50% de fragmentos positivos na biópsia, ou T2b.

Qual a principal opção de tratamento para câncer de próstata de risco intermediário desfavorável?

As principais opções curativas são a prostatectomia radical com linfadenectomia pélvica ou a radioterapia externa associada à terapia de privação androgênica.

Por que a vigilância ativa não é recomendada para risco intermediário desfavorável?

A vigilância ativa é menos apropriada devido ao maior risco de progressão da doença e metástases, sendo mais indicada para casos de muito baixo ou baixo risco.

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