HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Paciente de 55 anos, assintomático, apresenta diagnóstico de câncer de próstata. PSA total: 12,5. Toque retal: próstata endurecida em lobo direito. Biópsia de próstata: adenocarcinoma de próstata. Gleason 8 (5+3). Todos os fragmentos comprometidos em lobo direito. Estadiamento não evidenciou doença à distância. T2bN0M0. Qual(is) a(s) opção (ões) de tratamento para este paciente?
Câncer de próstata T2bN0M0 com Gleason 8 (alto risco) → Prostatovesiculectomia radical OU Radioterapia + Hormonoterapia.
Pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco (como T2b, Gleason 8, PSA > 20 ou > 2 parâmetros de risco intermediário) têm opções de tratamento curativo que incluem cirurgia radical (prostatovesiculectomia) ou radioterapia externa, frequentemente associada à hormonoterapia para otimizar os resultados.
O câncer de próstata é uma das neoplasias mais comuns em homens, e seu manejo depende de fatores como o estadiamento da doença, o escore de Gleason e o nível de PSA. O caso apresentado, com PSA de 12,5, toque retal alterado, Gleason 8 (5+3) e estadiamento T2bN0M0, configura um câncer de próstata localizado de alto risco. A estratificação de risco é crucial para guiar a decisão terapêutica. Para pacientes com câncer de próstata de alto risco localizado, as principais opções de tratamento com intenção curativa são a prostatovesiculectomia radical e a radioterapia externa, frequentemente combinada com hormonoterapia (terapia de privação androgênica). A escolha entre essas modalidades deve considerar as características do paciente, comorbidades, preferências e os potenciais efeitos adversos de cada tratamento. A prostatovesiculectomia radical é um procedimento cirúrgico que remove a próstata e as vesículas seminais, podendo ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica. A radioterapia externa utiliza feixes de radiação para destruir as células cancerosas na próstata. A associação com hormonoterapia por um período prolongado (geralmente 18-36 meses) é padrão para otimizar os resultados da radioterapia em casos de alto risco, visando reduzir a carga tumoral e a chance de recidiva.
O câncer de próstata é classificado como de alto risco quando o PSA é > 20 ng/mL, o escore de Gleason é 8-10, ou o estadiamento clínico é T2c ou superior, ou quando há dois ou mais fatores de risco intermediário.
A hormonoterapia, ou terapia de privação androgênica, é frequentemente associada à radioterapia em casos de alto risco para melhorar o controle da doença, reduzindo o volume tumoral e a chance de recorrência.
A prostatovesiculectomia radical é um procedimento cirúrgico que remove a próstata e as vesículas seminais, enquanto a radioterapia utiliza radiação para destruir as células cancerosas. Ambas visam a cura, mas possuem perfis de efeitos colaterais distintos.
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