UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Um paciente de 75 anos, fumante, diabético tipo II com história de angioplastia coronária há 2 anos e usando clopidogrel, procurou um serviço médico com PSA 7.0 ng/ml. O toque retal apresentava uma próstata levemente aumentada de volume, sem nodulações. A biópsia evidenciou adenocarcinoma prostático, com escore de Gleason 3,3 = 6, comprometendo 25% de um fragmento de um total de 12 fragmentos. Levando em consideração os conhecimentos atuais, qual é a melhor conduta para o paciente?
Câncer próstata Gleason 6, PSA < 10, T1/T2a, pouca doença → vigilância ativa em idosos com comorbidades.
Pacientes idosos com câncer de próstata de baixo risco (Gleason 6, PSA < 10, estágio clínico T1/T2a, poucos fragmentos positivos) e comorbidades significativas são candidatos ideais para vigilância ativa, evitando os riscos e efeitos colaterais de tratamentos mais agressivos sem comprometer a sobrevida.
O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum entre homens no Brasil, e sua incidência aumenta com a idade. A decisão de tratamento é complexa e deve considerar a idade do paciente, comorbidades, expectativa de vida, estágio da doença, escore de Gleason e nível de PSA. Em pacientes idosos, especialmente aqueles com múltiplas comorbidades, a qualidade de vida e os riscos dos tratamentos radicais são fatores preponderantes. O caso apresentado descreve um paciente de 75 anos com adenocarcinoma prostático de baixo risco: PSA 7.0 ng/ml, escore de Gleason 3+3=6, e baixo volume de doença (25% de um fragmento). Além disso, o paciente possui comorbidades significativas (fumante, diabético tipo II, angioplastia coronária). Nesses casos, a vigilância ativa é a conduta preferencial. A vigilância ativa consiste no monitoramento rigoroso da doença com exames periódicos de PSA, toque retal e, ocasionalmente, biópsias de repetição, com o objetivo de intervir apenas se houver evidência de progressão. Essa abordagem evita os efeitos adversos da prostatectomia radical ou radioterapia (como disfunção erétil e incontinência urinária) em pacientes que provavelmente morrerão de outras causas antes que o câncer de próstata se torne clinicamente significativo.
Geralmente, os critérios incluem escore de Gleason ≤ 6, PSA < 10 ng/mL, estágio clínico T1c ou T2a, e um número limitado de fragmentos positivos na biópsia, com baixo volume de doença.
Muitos cânceres de próstata de baixo risco são indolentes e não progridem para causar sintomas ou reduzir a expectativa de vida. A vigilância ativa permite evitar os efeitos colaterais dos tratamentos radicais (disfunção erétil, incontinência) em pacientes que provavelmente não se beneficiariam de uma intervenção imediata.
A vigilância ativa envolve monitoramento regular com exames de PSA, toque retal e biópsias de repetição da próstata. A decisão de intervir com tratamento radical é tomada se houver evidência de progressão da doença.
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