Câncer de Pele Não Melanoma: Diagnóstico e Tratamento

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando as informações sobre o câncer de pele não melanoma (CPNM), assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) A maioria dos casos de CPNM consiste em doença ampla com alto potencial metastático.
  2. B) Quando se compara o CBC com o CCE, o CCE é o menos agressivo dos CPNM e tipicamente é uma neoplasia de crescimento lento e localmente invasiva.
  3. C) A minoria dos CPNM consiste em carcinomas basocelulares (CBCs, 10 a 20%) ou carcinoma de células escamosas (CCE, cerca de 90%).
  4. D) O principal fator de risco para todos os CPNMs é o consumo de alimentos embutidos e processados.
  5. E) A abordagem para o tratamento do CPNM depende do tamanho, da profundidade, da localização e dos fatores do hospedeiro, e a principal meta consiste na erradicação do tumor com amplas margens locais.

Pérola Clínica

CPNM: tratamento individualizado (tamanho, profundidade, localização) com meta de erradicação tumoral e margens adequadas.

Resumo-Chave

O Câncer de Pele Não Melanoma (CPNM) é a neoplasia mais comum, sendo o Carcinoma Basocelular (CBC) o tipo mais frequente e menos agressivo, e o Carcinoma Espinocelular (CCE) o segundo mais comum, com maior potencial de metástase. A abordagem terapêutica é multifacetada e visa a remoção completa do tumor com margens de segurança adequadas, considerando as características específicas de cada lesão e paciente.

Contexto Educacional

O Câncer de Pele Não Melanoma (CPNM) representa a forma mais prevalente de câncer em humanos, com uma incidência crescente globalmente. Compreende principalmente o Carcinoma Basocelular (CBC) e o Carcinoma Espinocelular (CCE). O CBC é o tipo mais comum, caracterizado por um crescimento lento e invasão local, raramente metastatizando. O CCE, embora menos frequente, é mais agressivo e possui um risco maior de metástase, especialmente em lesões maiores, profundas ou em pacientes imunossuprimidos. A fisiopatologia do CPNM está intrinsecamente ligada à exposição crônica à radiação ultravioleta (UV), que causa danos ao DNA das células da pele, levando a mutações e proliferação descontrolada. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por biópsia. A suspeita deve surgir em lesões cutâneas que não cicatrizam, que sangram facilmente ou que apresentam crescimento progressivo e características atípicas. O tratamento do CPNM é individualizado e visa a erradicação completa do tumor com a menor morbidade possível. A cirurgia excisional com margens de segurança é a modalidade mais comum e eficaz. Outras opções incluem cirurgia micrográfica de Mohs (para tumores de alto risco ou em áreas esteticamente sensíveis), radioterapia, criocirurgia, terapia fotodinâmica e tratamentos tópicos. A escolha depende do tipo, tamanho, profundidade, localização do tumor e fatores do hospedeiro. O prognóstico é geralmente excelente quando o diagnóstico e tratamento são precoces.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de Câncer de Pele Não Melanoma (CPNM)?

Os principais tipos de CPNM são o Carcinoma Basocelular (CBC), que é o mais comum e geralmente menos agressivo, e o Carcinoma Espinocelular (CCE), que é o segundo mais comum e possui maior potencial de metástase.

Qual o principal fator de risco para o CPNM?

O principal fator de risco para todos os CPNMs é a exposição crônica e excessiva à radiação ultravioleta (UV), seja do sol ou de fontes artificiais como câmaras de bronzeamento.

Quais fatores influenciam a escolha do tratamento para o CPNM?

A abordagem terapêutica para o CPNM depende de múltiplos fatores, incluindo o tamanho, profundidade, localização do tumor, tipo histológico, características do paciente (idade, comorbidades) e presença de fatores de alto risco. A meta principal é a erradicação completa do tumor com margens cirúrgicas adequadas.

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