UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
O câncer na criança difere daquele que ocorre no indivíduo adulto em decorrência do tipo de célula progenitora envolvido e dos mecanismos de transformação maligna. No câncer infantil é correto afirmar:
Dor em membros + hemograma alterado em criança → investigar neoplasia, mesmo sem blastos.
A dor nos membros em crianças, especialmente quando acompanhada de alterações inespecíficas no hemograma (como anemia, leucopenia ou plaquetopenia), deve levantar a suspeita de neoplasia hematológica, como leucemia, mesmo na ausência de blastos no sangue periférico, diferenciando-se de condições reumatológicas.
O câncer infantil representa um grupo heterogêneo de doenças malignas que se distinguem do câncer adulto por sua etiologia, tipo histológico e resposta ao tratamento. Embora raro, é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico precoce para otimizar o prognóstico, que é significativamente melhor em muitos tipos de câncer pediátrico quando detectado e tratado precocemente. A fisiopatologia do câncer infantil frequentemente envolve mutações genéticas congênitas ou adquiridas precocemente, resultando em proliferação celular descontrolada. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas iniciais, que podem mimetizar doenças benignas comuns da infância. Deve-se suspeitar de neoplasia quando há sintomas persistentes, progressivos, inexplicáveis, ou associados a sinais sistêmicos como febre prolongada, perda de peso, palidez, linfadenopatia ou organomegalia. A dor em membros, especialmente com alterações hematológicas, é um sinal de alerta crucial. O tratamento do câncer infantil é multidisciplinar e envolve quimioterapia, radioterapia, cirurgia e, em alguns casos, transplante de medula óssea. O prognóstico geral melhorou drasticamente nas últimas décadas, com taxas de cura que chegam a 80% em alguns tipos. Pontos de atenção incluem a toxicidade dos tratamentos, a necessidade de suporte psicossocial e o acompanhamento a longo prazo para sequelas tardias.
Os cânceres pediátricos mais frequentes são as leucemias (especialmente a leucemia linfoide aguda), seguidas pelos tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Tumores sólidos como neuroblastoma e tumor de Wilms também são importantes.
A dor nos membros, especialmente se persistente, noturna, não responsiva a analgésicos comuns, ou associada a outros sintomas sistêmicos (febre, perda de peso, palidez, equimoses) e alterações no hemograma, pode ser um sinal de infiltração medular por células neoplásicas, como na leucemia.
Na faixa etária pediátrica, a causa primária mais comum da Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é o câncer, principalmente linfomas (especialmente o linfoma não-Hodgkin de células T) e leucemias, devido à compressão da veia cava superior por massas mediastinais.
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