AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Em relação ao câncer de pâncreas, é correto afirmar que:
Câncer de pâncreas: emagrecimento = comum, pode ser por compressão duodenal ou má absorção.
O câncer de pâncreas, especialmente quando localizado na cabeça, pode causar compressão do duodeno, levando a sintomas obstrutivos que dificultam a alimentação e contribuem para o emagrecimento. Além disso, a insuficiência pancreática exócrina, comum na doença avançada, também causa má absorção e perda de peso.
O câncer de pâncreas, predominantemente o adenocarcinoma ductal, é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados. Sua epidemiologia mostra uma incidência crescente, e os fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, diabetes e pancreatite crônica. A importância clínica reside na dificuldade de diagnóstico precoce e na limitada eficácia dos tratamentos disponíveis. A fisiopatologia envolve mutações genéticas que levam ao crescimento descontrolado das células ductais. Os sintomas são inespecíficos e dependem da localização do tumor. Tumores na cabeça do pâncreas frequentemente causam icterícia obstrutiva precoce devido à compressão do ducto biliar. Já os tumores de corpo e cauda são mais silenciosos, manifestando-se com dor abdominal, perda de peso e, por vezes, diabetes de início recente. O emagrecimento é um sintoma proeminente, podendo ser resultado de compressão duodenal, má absorção por insuficiência pancreática exócrina ou caquexia. O tratamento é complexo e multidisciplinar, envolvendo cirurgia (pancreatectomia), quimioterapia e radioterapia. Para pacientes com doença avançada, o manejo da dor é crucial, e o bloqueio do plexo celíaco pode ser uma opção eficaz. O prognóstico é geralmente reservado, mas avanços na pesquisa e terapias-alvo buscam melhorar os desfechos. A suspeita clínica em pacientes com sintomas inespecíficos e fatores de risco é vital para um diagnóstico o mais precoce possível.
Os sintomas mais comuns incluem dor abdominal e nas costas, perda de peso inexplicável, icterícia (especialmente em tumores da cabeça), náuseas, vômitos e alterações no hábito intestinal.
O emagrecimento pode ser multifatorial, incluindo compressão duodenal que dificulta a alimentação, má absorção devido à insuficiência pancreática exócrina e caquexia induzida pelo próprio tumor.
Tumores da cabeça do pâncreas tendem a causar icterícia precocemente devido à compressão do ducto biliar. Tumores de corpo e cauda são mais insidiosos, manifestando-se frequentemente com dor abdominal e perda de peso, e são diagnosticados em estágios mais avançados.
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