Câncer de Pâncreas Metastático: Diagnóstico e Manejo

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 54 anos de idade, ex-tabagista (20 anos-maço), encontra-se internado com o diagnóstico de síndrome colestática (bilirrubina total = 13,2 mg/dL e bilirrubina direta = 12,5 mg/dL). Durante investigação, realizou tomografia de abdome e pelve, com o diagnóstico de massa na região da cabeça do pâncreas de 6,5cm; suspeita para neoplasia primária, com invasão circunferencial da artéria mesentérica superior. Além disso, observaram-se dois nódulos hepáticos, suspeitos para acometimento secundário. Em relação ao caso acima, qual é a alternativa CORRETA?

Alternativas

  1. A) Deve-se biopsiar a lesão pancreática ou hepática, solicitar passagem de prótese biliar metálica e encaminhar o paciente para tratamento sistêmico.
  2. B) A primeira conduta deve ser complementar ao estadiamento da condição clínica, com exame de colangiorressonância.
  3. C) Trata-se de tumor ressecável em paciente jovem e a melhor conduta é prosseguir com a duodenopancreatectomia.
  4. D) Trata-se de tumor de pâncreas borderline; iniciar quimioterapia e radioterapia neoadjuvante. Havendo resposta, avaliar a possibilidade de tratamento cirúrgico.

Pérola Clínica

Câncer de pâncreas com metástases hepáticas e/ou invasão vascular circunferencial = irressecável → biópsia, descompressão biliar, tratamento sistêmico.

Resumo-Chave

A presença de metástases hepáticas e/ou invasão circunferencial de vasos importantes (como a artéria mesentérica superior) torna o câncer de pâncreas irressecável. Nesses casos, a prioridade é a confirmação histopatológica, alívio da icterícia obstrutiva e início de tratamento sistêmico paliativo.

Contexto Educacional

O câncer de pâncreas, predominantemente o adenocarcinoma ductal, é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados. A apresentação clínica pode incluir dor abdominal, perda de peso e icterícia obstrutiva, como no caso descrito. O estadiamento preciso é crucial para definir a ressecabilidade e o plano terapêutico. A presença de metástases a distância, como os nódulos hepáticos suspeitos, ou a invasão circunferencial de vasos importantes como a artéria mesentérica superior, classifica o tumor como irressecável. Nesses casos, a cirurgia curativa não é uma opção. A fisiopatologia da icterícia obstrutiva decorre da compressão da via biliar pela massa pancreática, levando ao acúmulo de bilirrubina direta. O manejo de um câncer de pâncreas irressecável e metastático foca em cuidados paliativos e tratamento sistêmico. A biópsia da lesão (pancreática ou hepática) é essencial para a confirmação histopatológica. A descompressão da via biliar com prótese (geralmente metálica para maior durabilidade) alivia a icterícia e melhora a qualidade de vida. O tratamento sistêmico, principalmente quimioterapia, visa controlar a doença, prolongar a sobrevida e mitigar sintomas.

Perguntas Frequentes

Quando um câncer de pâncreas é considerado irressecável?

Um câncer de pâncreas é considerado irressecável na presença de metástases a distância (como hepáticas ou pulmonares) ou invasão circunferencial de vasos importantes como a artéria mesentérica superior ou tronco celíaco.

Qual a importância da descompressão biliar na síndrome colestática maligna?

A descompressão biliar, geralmente com prótese (plástica ou metálica), é crucial para aliviar a icterícia, melhorar a qualidade de vida, prevenir colangite e permitir que o paciente tolere a quimioterapia sistêmica.

Qual o papel da biópsia em câncer de pâncreas avançado?

A biópsia é fundamental para obter a confirmação histopatológica do câncer de pâncreas, o que é essencial para guiar o tratamento sistêmico (quimioterapia) e para o prognóstico do paciente.

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