UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 82a, em investigação de quadro de icterícia obstrutiva e emagrecimento há três meses. Retorna com exames: endoscopia digestiva alta: papila duodenal sem alterações. Ressonância magnética de abdome: lesão expansiva de 4cm em topografia de cabeça do pâncreas.O EXAME INDICADO PARA O ESTADIAMENTO LOCORREGIONAL É:
Suspeita de câncer de pâncreas → USE com biópsia para estadiamento locorregional e confirmação histopatológica.
Na investigação de lesão em cabeça de pâncreas com icterícia obstrutiva, a ultrassonografia endoscópica (USE) é o exame mais indicado para o estadiamento locorregional, permitindo avaliar a relação do tumor com vasos e realizar biópsia guiada para confirmação histopatológica, essencial para o planejamento terapêutico.
O câncer de pâncreas, predominantemente o adenocarcinoma, é uma neoplasia agressiva com prognóstico reservado, sendo a icterícia obstrutiva e o emagrecimento sintomas comuns em estágios avançados, especialmente quando a lesão se localiza na cabeça do pâncreas. O diagnóstico precoce e o estadiamento preciso são cruciais para definir a ressecabilidade e a estratégia terapêutica. Após a detecção de uma lesão pancreática por exames de imagem como a ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC), o próximo passo fundamental é o estadiamento locorregional detalhado. Para isso, a ultrassonografia endoscópica (USE) é considerada o método de escolha. A USE permite uma visualização de alta resolução das estruturas pancreáticas e peripancreáticas, avaliando com precisão a relação do tumor com os vasos sanguíneos adjacentes, o que é determinante para a ressecabilidade cirúrgica. Além do estadiamento, a USE guiada por agulha fina (FNA) possibilita a obtenção de material para biópsia, confirmando o diagnóstico histopatológico do câncer. Essa confirmação é essencial antes de iniciar qualquer tratamento definitivo, seja cirúrgico ou quimioterápico. A combinação de exames de imagem seccionais com a USE e biópsia garante a abordagem mais completa e precisa para o paciente com suspeita de câncer de pâncreas.
A USE oferece alta resolução para avaliar a extensão do tumor, sua relação com estruturas vasculares adjacentes (como vasos mesentéricos e porta) e permite a realização de biópsia guiada por agulha fina (FNA) para confirmação histopatológica, sendo crucial para definir a ressecabilidade.
Os principais sinais e sintomas incluem icterícia obstrutiva (devido à compressão do ducto biliar), perda de peso inexplicável, dor abdominal ou nas costas, esteatorreia e, em alguns casos, diabetes de início recente. Esses sintomas geralmente indicam doença avançada.
A RM e a TC são exames importantes para a detecção inicial da lesão, avaliação de metástases à distância e planejamento cirúrgico. No entanto, a USE é superior para o estadiamento locorregional detalhado e para a biópsia, complementando as informações obtidas pelos outros métodos.
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