AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
No Brasil apesar de não figurar entre os dez tipos de câncer mais incidentes, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer e 4% das mortes por neoplasia no país. Em dois terços dos casos a neoplasia se desenvolve na cabeça do pâncreas, enquanto que em um terço acomete o corpo ou a cauda. Em relação ao adenocarcinoma ductal da cabeça do pâncreas considere as afirmativas abaixo: I- O CA 19.9 é considerado o melhor marcador tumoral para avaliação e acompanhamento, com sensibilidade de 70,0% a 90,0% e especificidade em torno de 90,0%, sendo útil como fator prognóstico e marcador de recorrência tumoral. II- A quimioterapia adjuvante retarda a recidiva da doença e aumenta a sobrevida quando comparada à cirurgia isoladamente. A associação de gemcitabina e capecitabina parece ser o esquema ideal de quimioterapia adjuvante. III- Atualmente, a ressecção cirúrgica pela técnica de Child representa a única opção terapêutica com chance de cura. Entretanto, o diagnóstico em fase localizada e passível de ressecção ocorre em somente 10% a 20% dos pacientes. Assinale a alternativa correta:
Câncer de pâncreas: CA 19.9 para acompanhamento; QT adjuvante (gemcitabina + capecitabina) ↑ sobrevida.
O CA 19.9 é o marcador tumoral mais utilizado para acompanhamento e prognóstico no câncer de pâncreas, embora não seja para rastreamento. A quimioterapia adjuvante, especialmente com gemcitabina e capecitabina, é padrão após a ressecção cirúrgica, pois comprovadamente aumenta a sobrevida e retarda a recidiva. A técnica de Child é para hipertensão portal, não para ressecção pancreática.
O adenocarcinoma ductal do pâncreas é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados. A localização mais comum é na cabeça do pâncreas, o que pode levar a icterícia obstrutiva precoce. O diagnóstico e manejo são complexos, exigindo uma abordagem multidisciplinar. O marcador tumoral CA 19.9 é uma ferramenta valiosa no acompanhamento e prognóstico, mas sua sensibilidade e especificidade não o tornam adequado para rastreamento populacional. A ressecção cirúrgica, geralmente a cirurgia de Whipple (duodenopancreatectomia), é a única opção com potencial curativo, mas apenas uma pequena porcentagem dos pacientes apresenta doença ressecável no momento do diagnóstico. Após a cirurgia, a quimioterapia adjuvante é um pilar do tratamento, demonstrando aumento significativo da sobrevida e retardo da recidiva. Esquemas como a combinação de gemcitabina e capecitabina são considerados padrão ouro. É importante notar que a técnica de Child é uma classificação de gravidade da cirrose hepática e não uma técnica cirúrgica para câncer de pâncreas.
O CA 19.9 é o marcador tumoral mais utilizado para monitoramento da resposta ao tratamento, detecção de recorrência e avaliação prognóstica em pacientes com adenocarcinoma de pâncreas, mas não é recomendado para rastreamento devido à sua baixa especificidade.
A quimioterapia adjuvante, administrada após a ressecção cirúrgica, é fundamental para aumentar a sobrevida global e reduzir o risco de recidiva, sendo a combinação de gemcitabina e capecitabina um esquema eficaz.
A principal cirurgia para o adenocarcinoma da cabeça do pâncreas é a duodenopancreatectomia, também conhecida como cirurgia de Whipple, que envolve a remoção da cabeça do pâncreas, duodeno, vesícula biliar e parte do ducto biliar.
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