HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 61 anos faz seguimento no ambulatório por perda de peso, hiporexia, empachamento pós-prandial e dor epigástrica irradiando para dorso recorrente e progressiva. Ex-tabagista e etilista social (1 cerveja aos finais de semana). Nega comorbidades. Tomografia aponta duas lesões. O exame laboratorial que provavelmente está alterado e é condizente com a principal hipótese diagnóstica:
Dor epigástrica irradiando para dorso + perda peso + lesões pancreáticas → CA 19.9 elevado (câncer de pâncreas).
A apresentação clínica com dor epigástrica irradiando para o dorso, perda de peso e empachamento em um paciente de 61 anos, com lesões pancreáticas na tomografia, é altamente sugestiva de câncer de pâncreas. O marcador tumoral CA 19.9 é o mais sensível e específico para essa condição.
O câncer de pâncreas, predominantemente o adenocarcinoma ductal, é uma neoplasia agressiva com prognóstico reservado, muitas vezes diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A epidemiologia mostra uma incidência crescente, e fatores de risco incluem tabagismo, etilismo crônico, pancreatite crônica e histórico familiar. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce, que pode impactar a sobrevida. A apresentação clínica típica, como a descrita na questão, com dor epigástrica irradiando para o dorso, perda de peso, hiporexia e empachamento, deve levantar forte suspeita. A tomografia computadorizada é um exame de imagem fundamental para identificar lesões pancreáticas. Nesses casos, o marcador tumoral CA 19.9 é o mais relevante. Embora não seja um teste de rastreamento devido à sua baixa sensibilidade em estágios iniciais e elevação em outras condições benignas, ele é valioso no contexto de uma forte suspeita clínica e para monitoramento da resposta ao tratamento. O manejo do câncer de pâncreas é complexo e multidisciplinar, envolvendo cirurgia (quando ressecável), quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico. A compreensão dos sintomas, fatores de risco e o papel dos marcadores tumorais é essencial para o residente na abordagem desses pacientes.
Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica que irradia para o dorso, perda de peso inexplicável, icterícia (se a lesão obstruir o ducto biliar), náuseas, vômitos e empachamento pós-prandial.
O CA 19.9 é uma glicoproteína que, embora não seja exclusiva do pâncreas, apresenta a maior sensibilidade e especificidade entre os marcadores tumorais para o adenocarcinoma pancreático, sendo útil no diagnóstico e monitoramento.
Além da tomografia computadorizada, a ressonância magnética, a ultrassonografia endoscópica com biópsia e a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) são exames cruciais para o estadiamento e confirmação diagnóstica.
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