CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
O câncer de pâncreas é a quarta causa mais comum de morte relacionada ao câncer entre homens e mulheres nos Estados Unidos (USA). A sua incidência aumentou de 1999 a 2008, possivelmente por causa do aumento da prevalência de obesidade, idade da população e outros fatores desconhecidos. Qual a opção CORRETA sobre o rastreio dos tumores pancreáticos?
Não há rastreio populacional recomendado para câncer de pâncreas em assintomáticos.
Devido à baixa incidência na população geral e à ausência de testes de rastreio eficazes com bom custo-benefício, não se recomenda o rastreio de câncer de pâncreas para indivíduos assintomáticos sem fatores de risco genéticos específicos. O CA19.9 não é um bom marcador para rastreio.
O câncer de pâncreas é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, sendo a quarta causa mais comum de morte por câncer nos EUA. Sua incidência tem aumentado, possivelmente devido ao envelhecimento populacional e à crescente prevalência de obesidade e diabetes. O diagnóstico precoce é desafiador, pois a doença geralmente é assintomática em estágios iniciais, e os sintomas surgem quando o tumor já está avançado. Apesar da gravidade, não há, até o momento, um método de rastreio eficaz e recomendado para a população geral assintomática. Biomarcadores como o CA19.9 não possuem sensibilidade e especificidade adequadas para rastreio, sendo mais úteis no monitoramento de pacientes já diagnosticados ou na avaliação prognóstica. A maioria dos casos é esporádica, mas cerca de 10% têm componente hereditário. O rastreio é restrito a grupos de altíssimo risco, como portadores de mutações genéticas específicas (ex: BRCA1/2, Síndrome de Peutz-Jeghers, Síndrome de Lynch) ou com histórico familiar muito forte. Nesses casos, a vigilância pode incluir exames de imagem como ressonância magnética ou ultrassonografia endoscópica, geralmente iniciada em idades mais jovens. Para residentes, é fundamental compreender as limitações do rastreio e a importância da investigação de sintomas em pacientes de risco.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, diabetes mellitus de longa data, pancreatite crônica e síndromes genéticas hereditárias, como mutações BRCA1/2, Síndrome de Peutz-Jeghers e Síndrome de Lynch.
Não, atualmente não há recomendação para rastreio populacional de câncer de pâncreas em indivíduos assintomáticos devido à baixa incidência da doença e à falta de um método de rastreio eficaz e custo-efetivo.
O rastreio é considerado apenas para indivíduos com alto risco genético, como aqueles com síndromes hereditárias específicas ou histórico familiar muito forte de câncer de pâncreas, e geralmente envolve exames de imagem como ressonância magnética ou ultrassonografia endoscópica.
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