ENARE/ENAMED — Prova 2024
Diversos fatores de risco genéticos, ambientais e reprodutivos foram associados ao desenvolvimento do câncer de ovário, sendo que cerca de 5 a 10% das pacientes apresentam predisposição genética. Nas outras 90 a 95% sem qualquer conexão genética identificável para o desenvolvimento do câncer, a maioria dos fatores de risco está relacionada com o padrão de ciclos ovulatórios durante os anos reprodutivos. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Nuliparidade e infertilidade ↑ risco de câncer de ovário; contraceptivos orais e paridade ↓ risco.
A teoria da ovulação incessante sugere que quanto mais ciclos ovulatórios uma mulher tem, maior o risco de câncer de ovário. Assim, fatores que aumentam o número de ovulações (nuliparidade, infertilidade) elevam o risco, enquanto fatores que as suprimem (gravidez, uso de contraceptivos orais) o reduzem.
O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A maioria dos casos (90-95%) são carcinomas epiteliais, e a predisposição genética responde por uma pequena parcela (5-10%). A teoria da ovulação incessante postula que a inflamação e o trauma epitelial repetidos durante a ovulação contribuem para a carcinogênese. Fatores que aumentam o número de ovulações ao longo da vida reprodutiva elevam o risco. Isso inclui nuliparidade (nunca ter tido filhos), infertilidade (independentemente da paridade), menarca precoce e menopausa tardia. Por outro lado, fatores que suprimem a ovulação, como gestações a termo, amamentação e o uso prolongado de contraceptivos orais combinados, são protetores. É crucial que profissionais de saúde compreendam esses fatores de risco para aconselhamento de pacientes e identificação de grupos de maior risco. A infertilidade, em particular, é um fator de risco independente e não um fator protetor, mesmo em mulheres nulíparas, pois pode estar associada a disfunções hormonais e inflamatórias que contribuem para o desenvolvimento do câncer.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar, mutações genéticas (BRCA1/2), nuliparidade, infertilidade, endometriose e terapia de reposição hormonal pós-menopausa.
O uso de contraceptivos orais combinados por longo prazo reduz significativamente o risco de câncer de ovário, e essa proteção pode durar por décadas após a interrupção, devido à supressão da ovulação.
Cada gestação a termo e amamentação reduzem o risco de câncer de ovário. A proteção aumenta com o número de nascidos vivos, atingindo um platô após cerca de cinco gestações, devido à interrupção dos ciclos ovulatórios.
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