HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Sobre o câncer de ovário é correto afirmar:
Tamoxifeno em câncer de ovário epitelial ↓ CA 125-5 em 15-20% com baixa toxicidade.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, pode ser uma opção terapêutica em subtipos específicos de câncer de ovário epitelial, especialmente em casos com expressão de receptores hormonais, demonstrando eficácia na redução do CA 125-5 e bom perfil de segurança.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. Os tumores epiteliais representam a maioria dos casos, e o manejo terapêutico é complexo, envolvendo cirurgia e quimioterapia. A compreensão dos diferentes subtipos e suas sensibilidades a terapias específicas é crucial para otimizar os resultados. O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), tem um papel estabelecido no tratamento do câncer de mama, mas também pode ser utilizado em certos casos de câncer de ovário epitelial que expressam receptores hormonais. Sua eficácia na redução dos níveis de CA 125-5 em 15-20% e seu perfil de baixa toxicidade o tornam uma opção valiosa para pacientes selecionadas, especialmente em cenários de manutenção ou em tumores de baixo grau. É importante diferenciar sua aplicação da quimioterapia citotóxica. A avaliação do câncer de ovário inclui a análise histopatológica para determinar o tipo e grau do tumor, estadiamento cirúrgico e marcadores tumorais como o CA 125. A decisão sobre quimioterapia adjuvante em estágio I depende do risco da doença, e a associação com paridade é inversa (múltiplas gestações são protetoras). Tumores limítrofes, embora com baixo potencial maligno, podem se disseminar além do ovário sem serem carcinomas invasores.
Os principais tipos são os epiteliais (mais comuns, incluindo seroso, mucinoso, endometrioide, células claras), tumores de células germinativas e tumores de cordões sexuais-estroma.
A quimioterapia adjuvante é geralmente considerada para pacientes com câncer de ovário estágio I de alto risco (grau 3, subtipos agressivos, ruptura capsular), mas não aumenta a sobrevida em baixo risco.
A multiparidade é um fator protetor contra o câncer de ovário, enquanto a nuliparidade e a baixa paridade estão associadas a um risco aumentado.
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