UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
São fatores de risco de risco para Câncer ovariano epitelial, exceto:
Multiparidade é fator PROTETOR para câncer de ovário epitelial, não de risco.
A multiparidade, assim como o uso de contraceptivos orais, diminui o número de ovulações ao longo da vida da mulher, o que é considerado um mecanismo protetor contra o câncer de ovário epitelial, reduzindo o trauma epitelial ovariano repetitivo.
O câncer de ovário epitelial é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos. Compreender seus fatores de risco é fundamental para a identificação de populações de alto risco e para o aconselhamento preventivo. A fisiopatologia está ligada à teoria da ovulação incessante, onde o trauma e reparo repetitivo do epitélio ovariano durante a ovulação podem levar a mutações e transformação maligna. Fatores que aumentam o número de ovulações (menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade) elevam o risco, enquanto fatores que as reduzem (multiparidade, uso de contraceptivos orais) são protetores. A identificação dos fatores de risco permite uma estratificação de risco e, em casos de alto risco genético (mutações BRCA), a discussão sobre salpingo-ooforectomia bilateral profilática. O manejo envolve cirurgia citorredutora e quimioterapia, mas a prevenção e o diagnóstico precoce são os maiores desafios.
Fatores de risco incluem idade avançada, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, história familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas como BRCA1/BRCA2 e endometriose. A raça branca também é associada a um risco ligeiramente maior.
A multiparidade reduz o número total de ciclos ovulatórios ao longo da vida da mulher. A teoria da ovulação incessante sugere que o trauma e reparo repetitivo do epitélio ovariano durante a ovulação podem levar a mutações e transformação maligna, e a multiparidade diminui essa exposição.
Além da multiparidade, o uso de contraceptivos orais combinados por longos períodos, laqueadura tubária e ooforectomia profilática em pacientes de alto risco genético são fatores protetores importantes contra o câncer de ovário epitelial.
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