UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Em relação aos cânceres ginecológicos, analise as assertivas abaixo: I. O câncer de colo uterino tende a desenvolver-se na presença de infecção transitória pelo HPV de alto risco. II. O câncer de endométrio, seja do tipo 1 ou 2, está associado à exposição contínua do endométrio ao estrogênio sem oposição da progesterona. III. No câncer de ovário, o de origem epitelial é o mais frequente, sendo assintomático na fase inicial. Quais estão corretas?
Câncer de colo uterino → infecção PERSISTENTE por HPV de alto risco; Câncer de endométrio → estrogênio sem oposição (Tipo 1); Câncer de ovário → epitelial mais comum, assintomático inicial.
As assertivas I e II contêm imprecisões importantes. O câncer de colo uterino está associado à infecção PERSISTENTE por HPV de alto risco, não transitória. O câncer de endométrio tipo 2 (não associado ao estrogênio) também existe. A assertiva III está correta, pois o câncer de ovário epitelial é o mais comum e frequentemente assintomático nas fases iniciais.
Os cânceres ginecológicos, incluindo os de colo uterino, endométrio e ovário, representam uma parcela significativa das neoplasias femininas, com grande impacto na saúde pública. A compreensão de sua epidemiologia, fatores de risco e apresentação clínica é fundamental para a prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado por profissionais de saúde. O câncer de colo uterino está intrinsecamente ligado à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV), sendo a vacinação e o rastreamento citopatológico (Papanicolau) as principais estratégias de prevenção. O câncer de endométrio, por sua vez, é frequentemente associado à exposição contínua e sem oposição ao estrogênio (tipo 1), enquanto o tipo 2 surge independentemente dessa associação. Já o câncer de ovário, predominantemente de origem epitelial, é notório por sua natureza assintomática nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e contribui para um prognóstico menos favorável. O tratamento desses cânceres varia amplamente, envolvendo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo, dependendo do tipo histológico, estágio da doença e condições da paciente. Para residentes, é crucial dominar os critérios de rastreamento, os sinais de alerta e as abordagens terapêuticas para cada tipo de câncer ginecológico, visando otimizar os resultados clínicos e a qualidade de vida das pacientes.
O câncer de colo uterino é causado pela infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). A maioria das infecções por HPV é transitória, mas a persistência do vírus pode levar a lesões pré-cancerígenas e, eventualmente, ao câncer.
O principal fator de risco para o câncer de endométrio tipo 1 é a exposição prolongada e sem oposição ao estrogênio, como na obesidade, SOP, terapia de reposição hormonal sem progesterona e nuliparidade. O tipo 2 não está associado à exposição estrogênica.
O câncer de ovário é frequentemente assintomático nas fases iniciais, ou apresenta sintomas inespecíficos como inchaço abdominal, dor pélvica e saciedade precoce, o que dificulta o diagnóstico precoce e leva à descoberta em estágios avançados.
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