HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Sobre o câncer de ovário é correto afirmar:
Tamoxifeno pode ser usado em câncer de ovário epitelial com receptores hormonais, reduzindo CA-125.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, pode ser uma opção terapêutica em subtipos específicos de câncer de ovário epitelial com receptores hormonais positivos, demonstrando baixa toxicidade e potencial para reduzir os níveis de CA-125, um marcador tumoral relevante.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos em fases iniciais. A maioria dos casos é de origem epitelial. O tratamento é complexo e envolve cirurgia citorredutora seguida, na maioria das vezes, por quimioterapia. A compreensão das opções terapêuticas e dos fatores prognósticos é crucial para a prática clínica. A alternativa A está correta: o tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), pode ser utilizado em câncer de ovário epitelial com receptores hormonais positivos, especialmente em doença recorrente ou como terapia de manutenção. Ele possui um perfil de baixa toxicidade e pode estar associado à diminuição dos níveis de CA-125, um marcador tumoral importante. A alternativa B está incorreta, pois a quimioterapia adjuvante é indicada e aumenta a sobrevida em pacientes com câncer epitelial em estágio I de alto risco. Os tumores de Brenner (alternativa C) são, em sua maioria, benignos, tornando a afirmação falsa. A alternativa D é incorreta, pois o câncer de ovário é inversamente associado à paridade; ou seja, é menos comum em multíparas devido à supressão da ovulação. Por fim, a alternativa E é falsa, pois tumores serosos epiteliais limítrofes (borderline) podem se disseminar além do ovário (implantes peritoneais) sem serem carcinomas invasores, embora o prognóstico seja geralmente excelente. Residentes devem estar atentos a essas nuances para um manejo adequado e aconselhamento preciso.
O tamoxifeno, um antiestrogênio, pode ser utilizado em pacientes com câncer de ovário epitelial que expressam receptores hormonais, especialmente em casos de doença recorrente ou como terapia de manutenção, com perfil de baixa toxicidade e potencial para reduzir o CA-125.
A quimioterapia adjuvante é indicada para pacientes com câncer de ovário epitelial em estágio I de alto risco, que inclui tumores de alto grau, subtipos histológicos agressivos (ex: seroso de alto grau), ruptura capsular ou invasão linfovascular, visando aumentar a sobrevida.
O câncer de ovário está inversamente associado à paridade; ou seja, mulheres com maior número de gestações (multíparas) têm um risco reduzido de desenvolver a doença, provavelmente devido à supressão da ovulação durante a gravidez e lactação.
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