HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Com relação ao câncer de ovário, é CORRETO afirmar:
Câncer de ovário: maioria é epitelial, BRCA1/2 ↑ risco, contraceptivos orais ↓ risco.
O câncer de ovário é predominantemente de origem epitelial, derivado do epitélio celômico. Fatores genéticos como mutações BRCA1/2 aumentam significativamente o risco, enquanto o uso de contraceptivos orais confere proteção.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. A maioria dos casos (cerca de 90%) são tumores epiteliais, que se originam do epitélio celômico (ou epitélio de superfície ovariana), uma estrutura com capacidade de diferenciação em diversos tipos de epitélios müllerianos, como os tipos seroso, mucinoso, endometrioide e de células claras. Entre os fatores de risco, destacam-se a nuliparidade, história familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2 (que conferem um risco elevado), e a endometriose. É importante ressaltar que o uso prolongado de contraceptivos orais é, na verdade, um fator protetor contra o câncer de ovário epitelial, reduzindo o risco em até 50%. O diagnóstico precoce é desafiador. A ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta valiosa na avaliação de massas anexiais, auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas através de critérios morfológicos. Marcadores tumorais como o CA-125 podem ser úteis, mas não são específicos para rastreamento. O tratamento geralmente envolve cirurgia citorredutora e quimioterapia, com o prognóstico dependendo do estágio da doença ao diagnóstico.
Os fatores de risco incluem nuliparidade, história familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), endometriose e disgenesia gonadal.
Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão associadas a um risco significativamente elevado de desenvolver câncer de ovário (e mama), sendo responsáveis por uma parcela considerável dos casos hereditários.
A ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta crucial para a avaliação de massas anexiais, permitindo a diferenciação entre lesões benignas e malignas com base em características morfológicas como tamanho, presença de septos, componentes sólidos e vascularização.
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