UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Sobre o câncer de ovário, é CORRETO afirmar:
Câncer de ovário + cólon = Síndrome de Lynch (genes MLH1, MSH2, MSH6, PMS2).
A Síndrome de Lynch (Câncer Colorretal Hereditário Não Polipose) é uma condição autossômica dominante associada a mutações nos genes de reparo de DNA (MLH1, MSH2, MSH6, PMS2), que aumenta o risco de câncer colorretal, endometrial, ovário e outros.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A compreensão de suas associações genéticas é vital para o aconselhamento e rastreamento de pacientes de alto risco. Embora as mutações BRCA1/2 sejam as mais conhecidas, a Síndrome de Lynch representa outra importante causa de câncer de ovário hereditário. A Síndrome de Lynch, ou Câncer Colorretal Hereditário Não Polipose (HNPCC), é uma condição autossômica dominante causada por mutações germinativas em genes de reparo de DNA, como MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. Pacientes com Síndrome de Lynch têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal, câncer endometrial, câncer de ovário (tipos endometrioide e de células claras), câncer gástrico, urinário e outros. A alternativa correta destaca essa associação genética. Outras alternativas abordam aspectos importantes: a principal via de disseminação do câncer de ovário é a peritoneal (não por continuidade), o tabagismo não é um fator de risco primário para o tipo seroso papilífero, o tamanho do tumor não é um critério de estadiamento primário (mas sim a extensão da doença) e o tipo de células claras não é tipicamente radiossensível.
A Síndrome de Lynch, causada por mutações em genes de reparo de DNA como MLH1 e MSH2, aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de ovário, especialmente os tipos histológicos endometrioide e de células claras, além de câncer colorretal e endometrial.
Os principais genes envolvidos na Síndrome de Lynch são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, que codificam proteínas responsáveis pelo reparo de erros de pareamento do DNA.
O câncer de ovário se dissemina predominantemente por via peritoneal (implantes na superfície dos órgãos abdominais), devido à sua localização intraperitoneal e à facilidade de esfoliação das células tumorais.
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