Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
São fatores de risco para câncer de ovário, exceto.
Uso de anticoncepcional oral combinado ↓ risco de câncer de ovário.
O uso de anticoncepcionais orais combinados é um fator protetor contra o câncer de ovário, reduzindo o risco em até 50% com o uso prolongado. Outros fatores de risco incluem história familiar, mutações genéticas (BRCA1/2, Síndrome de Lynch) e nuliparidade.
O câncer de ovário é a principal causa de morte por câncer ginecológico, frequentemente diagnosticado em estágio avançado devido à ausência de sintomas específicos nos estágios iniciais. A identificação dos fatores de risco é crucial para a estratificação de pacientes e aconselhamento genético, embora a maioria dos casos seja esporádica. Entre os fatores de risco bem estabelecidos estão a idade avançada, história familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas hereditárias (notadamente BRCA1 e BRCA2, e Síndrome de Lynch tipo II), nuliparidade, endometriose e terapia de reposição hormonal pós-menopausa. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de células epiteliais ovarianas, que podem ser influenciadas por fatores hormonais e genéticos. Curiosamente, o uso de anticoncepcionais orais combinados é um fator protetor contra o câncer de ovário, reduzindo o risco em até 50% com o uso prolongado. Acredita-se que esse efeito protetor esteja relacionado à supressão da ovulação, diminuindo o trauma epitelial repetitivo. O conhecimento desses fatores é vital para a prática clínica e para a educação de pacientes, auxiliando na identificação de indivíduos de alto risco e na discussão de estratégias de redução de risco.
Os principais fatores de risco para câncer de ovário incluem idade avançada, história familiar, mutações genéticas (BRCA1/2, Síndrome de Lynch), nuliparidade, endometriose e terapia de reposição hormonal pós-menopausa.
Sim, o uso de anticoncepcionais orais combinados é um fator protetor significativo contra o câncer de ovário, com o risco diminuindo com a duração do uso.
As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 aumentam drasticamente o risco de câncer de ovário (e mama), sendo responsáveis por uma parcela significativa dos casos hereditários da doença.
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