HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025
O(s) fator(es) que deve(m) ser levado(s) em conta para o diagnóstico do câncer de ovário é(são): I. avaliação de tubas uterinas - lugar comum de etiologia. II. história familiar positiva. III. mutações de genes BRCA. 1 e 2. É correto o que se afirma em
Diagnóstico câncer de ovário → avaliação tubas, história familiar +, mutações BRCA1/2.
O diagnóstico e a avaliação de risco para câncer de ovário são multifatoriais, incluindo a análise da história familiar, a presença de mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, e a consideração das tubas uterinas como local de origem para muitos carcinomas serosos de alto grau.
O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A compreensão dos fatores de risco e diagnósticos é crucial para a detecção precoce e o manejo adequado. A epidemiologia mostra que a incidência aumenta com a idade, e fatores como nuliparidade e endometriose também contribuem para o risco. A fisiopatologia do câncer de ovário é complexa e heterogênea, com diferentes subtipos histológicos. O carcinoma seroso de alto grau, o tipo mais comum e agressivo, é frequentemente associado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Acredita-se que muitos desses tumores se originem nas fímbrias das tubas uterinas (carcinoma seroso tubário intraepitelial - STIC), migrando posteriormente para o ovário e peritônio. O diagnóstico precoce é desafiador. A avaliação deve considerar a história familiar de câncer (mama, ovário, pâncreas, próstata), a presença de mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2, Lynch), e a investigação de sintomas inespecíficos. O rastreamento para a população geral não é recomendado, mas para pacientes de alto risco, pode-se considerar ultrassonografia transvaginal e dosagem de CA-125, embora sua sensibilidade e especificidade sejam limitadas. O manejo envolve cirurgia citorredutora e quimioterapia.
As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são os fatores genéticos mais significativos, aumentando substancialmente o risco de desenvolver câncer de ovário, especialmente o carcinoma seroso de alto grau.
Estudos recentes indicam que muitos carcinomas serosos de alto grau, antes considerados de origem ovariana, podem na verdade se originar nas fímbrias das tubas uterinas, tornando sua avaliação crucial.
Uma história familiar positiva para câncer de ovário, mama ou outros cânceres relacionados à síndrome de Lynch deve levantar a suspeita e indicar aconselhamento genético e, possivelmente, rastreamento mais intensivo.
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