FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Em relação aos fatores de risco para câncer de ovário, é correto afirmar:
↑ Paridade e uso de ACO ↓ risco de câncer de ovário; Fatores genéticos ↑ risco.
O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com fatores de risco bem estabelecidos. A paridade, ou seja, o número de gestações a termo, é um fator protetor: quanto maior a paridade, menor o risco. O uso de anticoncepcionais orais por longo período também confere proteção. Fatores genéticos, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, são importantes fatores de risco, e a ooforectomia profilática é uma medida eficaz para reduzir esse risco em pacientes de alto risco.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. Compreender seus fatores de risco é crucial para a identificação de populações de alto risco e para o aconselhamento adequado. Entre os fatores de risco, destacam-se a idade avançada, história familiar de câncer de ovário ou mama, e mutações genéticas, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2. A etnia também pode influenciar, com maior incidência em mulheres brancas. Por outro lado, existem fatores protetores importantes. A paridade, ou seja, o número de gestações a termo, é inversamente proporcional ao risco de câncer de ovário, sugerindo que a interrupção da ovulação pode ter um efeito protetor. Da mesma forma, o uso prolongado de anticoncepcionais orais combinados também reduz significativamente o risco, pela supressão da ovulação. A amamentação e a ligadura tubária também são considerados fatores protetores. Para pacientes com alto risco genético, a ooforectomia profilática bilateral é uma medida de redução de risco altamente eficaz, embora com implicações na fertilidade e na saúde hormonal. O conhecimento desses fatores permite aos residentes oferecer um aconselhamento preciso e discutir estratégias de prevenção e rastreamento direcionadas, embora o rastreamento populacional para câncer de ovário ainda seja um desafio devido à falta de métodos eficazes.
As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são os fatores genéticos mais fortemente associados a um risco aumentado de câncer de ovário, especialmente o tipo epitelial. Outras síndromes genéticas, como a Síndrome de Lynch, também aumentam o risco.
Tanto a alta paridade quanto o uso prolongado de anticoncepcionais orais são fatores protetores contra o câncer de ovário. Acredita-se que isso ocorra pela redução do número de ovulações ao longo da vida, diminuindo o trauma e a inflamação repetidos na superfície ovariana.
Sim, a ooforectomia profilática (remoção cirúrgica dos ovários e tubas uterinas) é altamente eficaz na redução do risco de câncer de ovário, especialmente em mulheres com mutações genéticas de alto risco, como BRCA1/2, podendo reduzir o risco em mais de 90%.
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