FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
O tratamento padrão de primeira linha mais indicado para câncer de ovário avançado é:
Câncer de ovário avançado → Cirurgia citorredutora + Quimioterapia (carboplatina + paclitaxel).
O tratamento padrão para câncer de ovário avançado combina a máxima remoção cirúrgica do tumor (citorredução) com quimioterapia sistêmica à base de platina e taxano. Essa abordagem multimodal visa controlar a doença e melhorar a sobrevida.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, sendo frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos em fases iniciais. O tratamento padrão de primeira linha para o câncer de ovário avançado (Estágios III e IV) é uma abordagem multimodal que combina cirurgia e quimioterapia. A cirurgia citorredutora é o pilar do tratamento, visando remover o máximo de doença tumoral possível. A extensão da citorredução (idealmente, doença residual zero ou mínima) é um dos fatores prognósticos mais importantes. Após a recuperação cirúrgica, a quimioterapia adjuvante é iniciada, geralmente com um regime baseado em platina e taxano, sendo a combinação de carboplatina e paclitaxel o padrão ouro. A quimioterapia atua destruindo as células cancerígenas remanescentes e controlando a doença sistêmica. Em alguns casos, especialmente em pacientes com doença muito extensa ou comorbidades significativas, a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) pode ser empregada para reduzir o volume tumoral e facilitar uma citorredução subsequente. O manejo do câncer de ovário avançado exige uma equipe multidisciplinar e um plano de tratamento individualizado para otimizar os resultados.
A cirurgia citorredutora tem como objetivo remover o máximo possível do tecido tumoral, idealmente deixando doença residual mínima ou ausente, o que está associado a uma melhor resposta à quimioterapia e maior sobrevida.
Essa combinação é o regime quimioterápico padrão devido à sua eficácia comprovada. A carboplatina é um agente alquilante que danifica o DNA, e o paclitaxel é um taxano que interfere na função dos microtúbulos, ambos atuando sinergicamente para destruir células cancerígenas.
A quimioterapia neoadjuvante é considerada para pacientes com doença muito volumosa ou com comorbidades que os tornam inaptos para cirurgia primária, visando reduzir o volume tumoral antes de uma cirurgia citorredutora de intervalo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo