PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Todas as afirmações são corretas, em relação às neoplasias malignas de ovário, EXCETO:
CA-125 e USG transvaginal NÃO são eficazes para rastreamento populacional de câncer de ovário.
Embora CA-125 e ultrassonografia transvaginal sejam úteis na avaliação de massas pélvicas e no acompanhamento de pacientes com câncer de ovário, eles não demonstraram eficácia como métodos de rastreamento populacional devido à baixa sensibilidade e especificidade, levando a muitos falsos positivos e negativos.
O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta mortalidade, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados, pois os sintomas são inespecíficos e os métodos de rastreamento atuais não são eficazes para a população geral. É fundamental que o residente compreenda os fatores de risco e as limitações dos exames disponíveis. A associação com endometriose para carcinomas de células claras e endometrioides é bem estabelecida, assim como a forte ligação com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que conferem um risco significativamente elevado. A salpingectomia bilateral, especialmente em mulheres jovens que já completaram sua prole, tem sido estudada como uma estratégia de redução de risco, pois muitos cânceres de ovário de alto grau parecem se originar nas fímbrias das tubas uterinas. A afirmação incorreta reside na ideia de que CA-125 e ultrassonografia transvaginal são métodos de rastreio eficazes. Embora úteis na investigação de massas pélvicas ou no acompanhamento de pacientes já diagnosticadas, estudos de larga escala não demonstraram benefício em termos de redução da mortalidade quando usados como rastreamento populacional, devido à sua baixa performance diagnóstica em mulheres assintomáticas.
Fatores de risco incluem histórico familiar, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), endometriose (para subtipos específicos), nuliparidade e idade avançada.
Ambos possuem baixa sensibilidade e especificidade para rastreamento em mulheres assintomáticas, resultando em altas taxas de falsos positivos (levando a cirurgias desnecessárias) e falsos negativos (perdendo casos precoces).
A endometriose está associada a um risco aumentado de desenvolver subtipos específicos de câncer de ovário, como os carcinomas de células claras e endometrioides.
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