Câncer de Ovário: Sinais de Malignidade em Massas Anexiais

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Lúcia, uma mulher de 53 anos, procurou atendlmento médico queixando-se de dor abdominal persistente, distensăo abdominal e alteração nos hábitos intestlnais há cerca de 3 meses. Durante o exame físico foi notada a presença de massa palpável na região abdominal e sinais de ascite. A paciente relatou também perda de peso involuntária e fadiga. Suspeitando-se de um tumor de ovário, são característlcas de malignidade

Alternativas

  1. A) alfa-feto, BHC-G, CEA.
  2. B) cistos menores que 10 cm, unilocular, cápsula intacta.
  3. C) septos finos, cápsula intacta, cistos maiores que 10 cm.
  4. D) lesão complexa, septos finos, índice de resistência ao Doppler maiorque 0,75.
  5. E) septos espessos. cistos maiores que 10 cm, lesão complexa, espessamento de parede.

Pérola Clínica

Massa anexial maligna: Septos espessos, lesão complexa, ascite, espessamento de parede e vascularização anormal ao Doppler.

Resumo-Chave

Em uma massa anexial, características ultrassonográficas sugestivas de malignidade incluem a presença de septos espessos (>3mm), componentes sólidos, lesão complexa, bilateralidade, ascite e vascularização interna abundante com baixo índice de resistência ao Doppler. Marcadores tumorais como CA-125 também são importantes.

Contexto Educacional

O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta morbimortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à natureza inespecífica de seus sintomas iniciais. Em mulheres na pós-menopausa ou com fatores de risco, a presença de dor abdominal persistente, distensão, alteração do hábito intestinal, perda de peso e fadiga, associada a uma massa palpável e ascite, deve levantar forte suspeita. A avaliação de uma massa anexial é crucial e envolve a combinação de dados clínicos, ultrassonográficos e, por vezes, marcadores tumorais. As características ultrassonográficas são determinantes para diferenciar lesões benignas de malignas. Sinais de malignidade incluem a presença de septos espessos (geralmente >3mm), componentes sólidos, lesões complexas (císticas e sólidas), bilateralidade, ascite, e a presença de vegetações ou papilas internas. O tamanho da lesão, embora não seja um critério isolado, cistos maiores que 10 cm são frequentemente associados a maior risco. A avaliação Doppler da vascularização da massa também é importante; um padrão de baixa resistência e alta velocidade de fluxo sugere malignidade. Para residentes, a abordagem de uma massa anexial suspeita exige um raciocínio clínico apurado. A combinação de achados clínicos (idade, sintomas), ultrassonográficos (morfologia da massa, presença de ascite) e, se disponível, marcadores tumorais (CA-125) é essencial para estratificar o risco de malignidade e definir a conduta, que pode variar desde o acompanhamento até a indicação de cirurgia exploratória com biópsia e estadiamento. O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico das pacientes com câncer de ovário.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de alerta para câncer de ovário?

Sinais de alerta incluem dor abdominal persistente, distensão abdominal, saciedade precoce, alteração nos hábitos intestinais ou urinários, perda de peso inexplicável e fadiga, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

Quais características ultrassonográficas indicam alta suspeita de malignidade em uma massa anexial?

Características incluem presença de septos espessos (>3mm), componentes sólidos, lesão complexa, bilateralidade, ascite, vegetações internas, e vascularização interna abundante com baixo índice de resistência ao Doppler.

Quais marcadores tumorais são úteis na avaliação de massas anexiais?

O CA-125 é o marcador mais utilizado, elevado em cerca de 80% dos casos de câncer de ovário epitelial. Outros marcadores como CEA, alfa-fetoproteína e beta-hCG podem ser úteis para tipos específicos de tumores de ovário.

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