SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Mulher, 55 anos, refere dor em fossa ilíaca esquerda há três meses e emagrecimento. Nuligesta. Nega comorbidades e uso de medicamentos. Menopausa: 52 anos. Ao exame: abdome flácido, doloroso à palpação de fossa ilíaca esquerda, com massa palpável em flanco e fossa ilíaca esquerda, de limites mal definidos e pouco móveis. Realizou ultrassonografia transvaginal, cuja imagem da região anexial esquerda identifica tumoração anexial medindo 10 cm, cístico-sólida, com papilas em seu interior. CA-125: 525 U/mL (normal até 35). Qual o provável diagnóstico?
Mulher pós-menopausa com massa anexial cístico-sólida, CA-125 ↑ e sintomas inespecíficos → Câncer de ovário.
O quadro clínico de uma mulher pós-menopausa com massa anexial complexa (cístico-sólida com papilas), CA-125 significativamente elevado e sintomas como dor abdominal e emagrecimento é altamente sugestivo de câncer de ovário. A nuliparidade e a idade avançada são fatores de risco importantes.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, principalmente devido ao diagnóstico tardio. Seus sintomas são frequentemente inespecíficos e podem ser confundidos com condições gastrointestinais ou urológicas, como dor abdominal, distensão, saciedade precoce e emagrecimento. A idade avançada, especialmente na pós-menopausa, e a nuliparidade são fatores de risco importantes, aumentando a suspeita de malignidade em casos de massa anexial. O diagnóstico de uma massa anexial em mulheres pós-menopausa exige uma investigação cuidadosa. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta de imagem inicial, avaliando características como tamanho, presença de componentes sólidos, papilas, septos e vascularização. A presença de papilas e um componente cístico-sólido são características altamente suspeitas de malignidade. O marcador tumoral CA-125, embora não seja específico, é útil para estratificação de risco; níveis elevados em conjunto com achados ultrassonográficos suspeitos aumentam significativamente a probabilidade de câncer de ovário. Diante de um quadro clínico e achados complementares tão sugestivos, a conduta geralmente envolve a avaliação por um oncologista ginecológico para planejamento de biópsia ou cirurgia exploratória. O tratamento primário para o câncer de ovário é cirúrgico, com o objetivo de citorredução máxima, seguido por quimioterapia adjuvante na maioria dos casos. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, nuliparidade, histórico familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas (BRCA1/2) e endometriose.
O CA-125 é um marcador tumoral que, quando elevado, pode indicar malignidade, especialmente em mulheres pós-menopausa com massa anexial complexa. No entanto, ele não é específico e pode estar elevado em condições benignas.
Características suspeitas incluem componente sólido, papilas, septos espessos, vascularização interna, ascite e tamanho grande, especialmente em mulheres pós-menopausa.
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