UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher, 60 anos, G1P1, menopausada há 10 anos e sem sangramentos, comparece com queixa de dor em baixo ventre associado a polaciúria e distensão abdominal há 1 mês. É tabagista e avó materna teve câncer de colo uterino. Ao exame, massa anexial direita com 10cm de diâmetro, dolorosa, fixa na pelve. Assinale a alternativa que apresenta o exame para elucidação diagnóstica e o possível diagnóstico clínico:
Mulher pós-menopausa com massa anexial > 5cm, fixa, dolorosa + sintomas inespecíficos → Alta suspeita de câncer de ovário.
Em mulheres pós-menopausa, uma massa anexial de grande volume (>5cm), fixa e dolorosa, associada a sintomas abdominais inespecíficos como dor, distensão e polaciúria, deve levantar forte suspeita de câncer de ovário. O ultrassom transvaginal é o exame de imagem inicial de escolha para avaliar a morfologia da massa.
O câncer de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta mortalidade, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. Em mulheres pós-menopausa, a presença de uma massa anexial de grande diâmetro, fixa e dolorosa, associada a sintomas abdominais inespecíficos como dor em baixo ventre, distensão abdominal e polaciúria, deve levantar uma forte suspeita. A idade avançada e o tabagismo são fatores de risco adicionais, embora a história familiar de câncer de colo uterino não seja um fator direto para câncer de ovário. O ultrassom transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para a avaliação de massas anexiais, pois permite uma visualização detalhada das características da lesão, como presença de septos, componentes sólidos, ascite e vascularização, que são importantes para estratificar o risco de malignidade. Embora o CA-125 seja um marcador tumoral útil, ele não é específico e pode estar elevado em condições benignas; sua principal utilidade é na avaliação de risco de massas anexiais e no monitoramento pós-tratamento. A abordagem diagnóstica para uma massa anexial suspeita em uma mulher pós-menopausa geralmente envolve a combinação do ultrassom transvaginal, dosagem de CA-125 e, em alguns casos, outros exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética para estadiamento. A biópsia ou exploração cirúrgica é frequentemente necessária para o diagnóstico definitivo. O manejo precoce é crucial para melhorar o prognóstico, destacando a importância de uma alta suspeição clínica.
Os sintomas são frequentemente inespecíficos e incluem distensão abdominal, dor pélvica ou abdominal, saciedade precoce, alterações urinárias (polaciúria, urgência) e alterações intestinais.
O CA-125 é um marcador tumoral que pode estar elevado no câncer de ovário, mas não é específico. É mais útil no monitoramento da resposta ao tratamento e na detecção de recorrências, e para avaliar risco em massas anexiais, especialmente em pós-menopausa.
O ultrassom transvaginal permite uma avaliação detalhada da morfologia da massa anexial (tamanho, características internas, vascularização), auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas e na decisão de prosseguir com outros exames ou cirurgia.
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