IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente com 51 anos de idade, G2P2A0, submetida à laparotomia por tumoração pélvica em ovários direito e esquerdo ao ultrassom e CA-125 elevado. No ato cirúrgico, constatou-se que a tumoração era limitada ao ovário esquerdo e que o exame anatomopatológico de congelação (transoperatório) apresentou resultado positivo para malignidade. Com base nessas informações, assinale a alternativa que indica a melhor conduta cirúrgica para o caso hipotético apresentado.
Câncer de ovário confirmado transoperatório → Estadiamento cirúrgico completo com histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral, omentectomia e linfadenectomia.
Uma vez confirmada a malignidade de uma tumoração ovariana no transoperatório, a conduta cirúrgica padrão é o estadiamento completo do câncer de ovário, que inclui histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral, omentectomia e avaliação de linfonodos e peritônio.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com a maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A paciente da questão apresenta uma tumoração pélvica com CA-125 elevado, indicando alta suspeita de malignidade. A importância clínica de um estadiamento cirúrgico adequado é crucial para determinar o prognóstico e guiar o tratamento adjuvante. A fisiopatologia do câncer de ovário é complexa, com a maioria dos casos sendo de origem epitelial. A disseminação ocorre principalmente por via peritoneal, mas também linfática e hematogênica. O diagnóstico definitivo é histopatológico. No transoperatório, a confirmação de malignidade por congelação é um momento decisivo que orienta a extensão da cirurgia. Mesmo que a tumoração pareça limitada a um ovário, a alta taxa de disseminação oculta exige um estadiamento completo. A conduta cirúrgica para o câncer de ovário é o estadiamento cirúrgico completo, que visa remover o máximo de doença visível (citorredução) e avaliar a extensão da doença. Isso inclui histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral (devido ao risco de envolvimento contralateral), omentectomia (sítio comum de metástases), coleta de líquido ascítico/lavado peritoneal, biópsias peritoneais e linfadenectomia pélvica e para-aórtica. O prognóstico está diretamente relacionado à extensão da doença e à capacidade de realizar uma citorredução ótima.
O exame de congelação permite a confirmação intraoperatória da malignidade, direcionando a equipe cirúrgica para realizar o estadiamento completo na mesma cirurgia, evitando uma segunda intervenção e otimizando o manejo.
O câncer de ovário tem alta probabilidade de ser bilateral ou de ter micrometástases no ovário contralateral, mesmo que macroscopicamente normal, justificando a remoção profilática para um estadiamento preciso e melhor controle da doença.
Incluem coleta de líquido ascítico/lavado peritoneal, histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral, omentectomia, biópsias peritoneais múltiplas e linfadenectomia pélvica e para-aórtica para avaliar a extensão da doença.
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